Fiscais fazem greve contra a portaria do trabalho escravo

Os auditores fiscais do Trabalho fizeram greve e manifestações na quarta-feira, 25, em todo o país, pela imediata revogação de portaria que elimina, na prática, a fiscalização de combate do trabalho escravo.

Os coordenadores dos grupos de fiscalização do trabalho escravo já haviam suspendido suas atividades desde a publicação da norma, no dia 16, editada pelo governo com o objetivo de garantir votos da bancada ruralista para barrar a segunda denúncia da Procuradoria Geral República na Câmara de Deputados, contra o presidente Michel Temer, e os ministros, Eliseu Padilha e Moreira Franco. A portaria freia totalmente a fiscalização de combate do trabalho análogo à escravidão, que já sofre com corte de verbas por parte do governo.

Durante ato na sede do Ministério do Trabalho (MTE), em Brasília, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, comemorou a suspensão da norma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e fez críticas ao Ministro do (MTE), Ronaldo Nogueira, que se exonerou de suas função no órgão para assumir seu mandato de deputado, e votar pelo engavetamento das denúncias contra Temer. “Nós não nos amedrontaremos com ameaças de instauração de processos administrativos vindas do próprio Ministro do Trabalho, em razão da paralisação nesta quarta-feira. Estamos aqui defendendo a Constituição Cidadã que o governo tentou golpear com a publicação de uma portaria que flagrantemente faz parte de negociação espúria”, denunciou Carlos Silva.

Em São Paulo e em outros estados, os auditores fiscais e sindicatos aproveitaram a mobilização para conscientizar a população das condições precárias que a categoria vivencia no dia a dia de trabalho. “Nós temos diminuição expressiva de verbas por parte do governo. Não tem dinheiro para colocar gasolina em carro. Muitas vezes usamos nossos veículos particulares. Não tem dinheiro para diárias em viagens dentro do estado. Isso vai minando nosso trabalho de combate ao trabalho escravo”, denunciou a delegada do Sinait-SP, Alice Grant Marzano.

Fonte: http://horadopovo.com.br/

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *