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III
Encontro Hemisférico contra a ALCA, realizado em Havana:
Mais
de mil delegados de 32 países rechaçam tentativa dos EUA de impor dominação
econômica através da Alça
“Este
encontro acontece no momento em que os povos tomam as ruas em defesa de seus
direitos, de sua soberania e contra a pretensão do império de se apoderar de
nossas riquezas”, afirmou Maria Pimentel, secretária de Relações
Internacionais da CGTB
Este
encontro, com toda sua amplitude, com entidades de 32 países de nossa América
e mais de 1000 delegados que representam o que há de mais combativo em nosso
Continente, acontece em um momento em que os povos tomam as ruas em defesa de
seus direitos e sua soberania. A agressão contra o Iraque e a resistência do
povo iraquiano tem aprofundado a consciência antiimperialista em todas as
partes do mundo e também nos EUA. Isso somado aos avanços que aconteceram na
América Latina, na Venezuela, no Brasil, na Argentina, na Bolívia, em vários
outros países, abre uma perspectiva muito favorável para o avanço de nossa
luta contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), e a pretensão do
império de se apoderar de nossas riquezas”, afirmou Maria Pimentel, secretária
de Relações Internacionais da CGTB, em sua intervenção no III Encontro
Hemisférico contra a ALCA, que se reuniu no Palácio de Convenções em Havana,
de 26 a 29 de janeiro passado.
A luta contra
o neoliberalismo e a decisão de conquistar para os países da América um outro
modelo de desenvolvimento, independente e soberano, foi o centro dos debates e
das decisões do evento que em sua sessão plenária contou com a presença do
presidente Fidel Castro.
Com a presença
de sindicalistas, camponeses, dirigentes de organizações femininas,
estudantis, indígenas e intelectuais da América Latina, do Caribe, Estados
Unidos e Canadá, foram realizados fóruns sobre a Dívida e Militarização,
Segurança Alimentar, Meio Ambiente, Cultura e Identidade, Meios de Comunicação
e ALCA.
A Declaração
final sublinha o valor das vitórias populares no continente, apontando a
necessidade de fortalecer a mobilização. “Devemos unir a luta, impedir que
bases dos EUA se espalhem pelas Américas, contribuir com o movimento
internacional contra a guerra, a dívida e o neoliberalismo”.
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