“Órgãos como o FMI pressionam os nossos países para reduzir o ritmo de sua industrialização” 

“O Brasil e a China são países que têm muito em comum. São países em desenvolvimento, com uma forte base política e uma economia que se complementa. Por isso, o fortalecimento da solidariedade e da colaboração para mudar essa ordem injusta e irracional que prevalece no mundo e que se manifesta com um país com poderio militar e econômico que tem tido a prática de intervir nos assuntos internos de outros países, e para estabelecer uma nova ordem que permita o desenvolvimento, é muito importante. É nosso desejo promover um maior intercâmbio entre os sindicatos dos nossos dois países”, apontou Zhang Junjiu, na reunião realizada na sede da Central, em São Paulo.

“Órgãos como o FMI pressionam os países para diminuir seu ritmo de industrialização nacional através do corte nos investimentos públicos. Isso prejudica o desenvolvimento do Brasil e de muitos países como os nossos”, frisou o dirigente chinês, expressando que “dentro da OIT, a luta pela afirmação contra essa velha ordem também se dá. Os sindicatos dos países em desenvolvimento não têm a presença correspondente à sua importância. Temos que unir nossas representações para ampliar nossa participação. Por isso, agradecemos o apoio da Central e do movimento sindical brasileiro para que os representantes da China alcançassem uma posição de destaque na OIT”, manifestou se referindo a reunião em que Pequim entrou no Conselho da Organização Internacional do Trabalho.