Levante iraquiano começa a expulsar invasor ianque 

Com cidades como Faluja, Najaf, Karbala, Kufa, Basra, e bairros de Bagdá em mãos da Resistência; emboscadas destruindo comboios norte-americanos, pontes e veículos, impedindo o seu deslocamento pela região e a retirada da Espanha, Honduras e República Dominicana - que se configura como início da debandada, afinal o exemplo de Aznar não aconselha ignorar a voz dos povos contra a invasão -, a situação de Bush tornou-se explosiva e cada vez mais insustentável.

O levante, caracterizado por intensas batalhas que empurram os agressores a ter que brigar até para tentar manter abertas as vias vitais de suprimentos, elevou a Resistência a um outro patamar. “Antes, as ações eram feitas por pequenos grupos, à noite. Agora, são centenas, à luz do dia”, relatou um iraquiano, manifestando a generalizada comemoração popular com a resposta dada aos gringos.

Diante da insurreição do povo iraquiano, e com o fracasso de sua criminosa aventura impossível de esconder, Bush bombardeia e mata civis na busca desesperada de impedir o povo iraquiano de defender o que é seu. Os carniceiros afirmaram terem matado “600 iraquianos” em Faluja. A maior parte deles, civis desarmados, mulheres e crianças.

Não divulgam ,claro, o número real dos seus mortos. Na ilusão de esconder dos americanos o custo, em vidas, em desprezo dos outros povos do mundo, em dinheiro, em fim, Bush falsifica a realidade. Manda milhares de mercenários para ocupar o lugar de soldados. Pressiona governos para manter tropas na guerra.

Em vão: o levante continua se espraiando. O cineasta norte-americano Michael Moore, ganhador do Oscar de Documentários em 2003, descreveu a situação: “a diferença entre o Iraque e o Vietnã está em que os americanos se deram conta mais rápido de que mentiram para eles”.