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Zimbábue
rechaça balbúrdia de Blair
O ministro de
Justiça, Assuntos Legais e Parlamentares do Zimbábue, Anthony Chinamasa,
desqualificou a intervenção mentirosa do governo britânico de Tony Blair na
Comissão de Direitos Humanos da ONU, que realizou sua sexagésima conferência
em Genebra, Suíça.
“No mês de
março, meu país cumpriu 24 anos de independência que custou muito
derramamento de sangue ao nosso povo e finalmente deu o rumo correto a um território
submetido a um dos mais cruéis regimes coloniais, que sustentou o seu poder com
o apartheid”, afirmou Chinamasa, acrescentando que com os acordos para a
independência do Zimbábue de Lancaster House, em 1979, a Grã Bretanha e os
EUA se comprometeram a contribuir economicamente com o desenvolvimento da nação
liberada que tinha sido devastada pela pilhagem das suas riquezas e, em
particular, Londres ofereceu indenização às vítimas da guerra.
“Pouco
depois, os dois governos lavaram as mãos, não cumpriram suas obrigações, e
se sentiram livres de reparar o dano histórico. Mas, pior ainda, quando nosso
governo decidiu empreender a reforma de terras, há cinco anos, medida
imprescindível para o país crescer com justiça e liberdade, Londres liderou
sanções do Ocidente”, frisou o ministro, denunciando a tentativa do governo
Blair de manter os anacrônicos e criminosos privilégios dos latifundiários
ingleses, que ocupavam a maioria das terras do Zimbábue.
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