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Embaixador
da China em Genebra, Sha Zukang, na Comissão de Direitos Humanos da ONU:
“Washington
é campeão mundial de violações dos Direitos Humanos”
Oembaixador
permanente da China em Genebra, ShaZukang, afirmou na Comissão de Direitos
Humanos das Nações Unidas (CDH) que “embora ainda somos um país pobre,
podemos dar de presente um espelho ao governo dos Estados Unidos para que veja
suas atrocidades em matéria de direitos humanos. Se houvesse um prêmio nesta
esfera da vida, Washington ganharia o título de campeão de violações”,
suscitando fortes aplausos no auditório.
No final do mês
de março, durante o debate sobre as transgressões dos direitos humanos
no mundo, os representantes norte-americanos tentaram, sem sucesso, desviar a
atenção dos crimes que cometem no Iraque, no Afeganistão, e em muitos outros
países, lançando ataques contra países que seguem um caminho econômico e
social independente e soberano como a China, Cuba, Venezuela, Zimbábue.
Zukang
distribuiu um livro no Palais de Nations da capital suíça que detalha o
macabro histórico dos EUA no desrespeito aos povos do mundo, atropelando os
direitos humanos e a soberania, principalmente de países do Terceiro Mundo, mas
também de países desenvolvidos e de seu próprio povo.
“Eu advirto
vocês, senhores delegados, que não leiam esses documentos antes de se deitar,
porque terão pesadelos”, ponderou, festejado pelos participantes da reunião.
Zukang denunciou que nos debates “não há nenhuma referência aos EUA e
outros países ocidentais” que fazem “as manobras para apresentar
resoluções” contra países independentes e soberanos, disse.
Em entrevista
com a agência Prensa Latina, o embaixador frisou a respeito das pretensões da
Casa Branca de condenar Cuba que “é uma detestável manipulação do sentido
dos trabalhos da CDH que a China repudia com toda a sua força. Nós nos opomos
firmemente a qualquer tentativa de condenar Cuba. Sabemos que o povo cubano
continuará avançando sob a liderança de Fidel Castro”.
“Querem nos
intimidar, e isso tem provocado uma enorme insatisfação pelo curso dos debates
em cada vez mais países. Se continuar assim, este mecanismo da ONU vai
fracassar”, concluiu.
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