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CGTB,
CUT, CGT e Força assinam manifesto conjunto em solidariedade a cubanos e contra
a ingerência externa
Nota
foi encaminhada diretamente para o Diretor Geral da OIT, Juan Somavía
Em documento
assinado pelos seus presidentes, as centrais sindicais brasileiras CGTB, CUT,
Força Sindical e CGT, manifestaram solidariedade ao movimento sindical e aos
trabalhadores cubanos, condenando a ingerência da Organização Internacional
do Trabalho no modelo de democracia sindical do país. A nota foi enviada ao
Diretor Geral da OIT, Juan Somavía.
Abaixo, a íntegra
do documento:
Após as
discussões ocorridas durante a 91ª Conferência da OIT (Genebra, junho de
2003), na Comissão de Normas, sobre a aplicação da Convenção 87 (liberdade
sindical) em Cuba, as organizações sindicais brasileiras consideram necessário
firmar as seguintes observações:
1. Baseado no
princípio da liberdade e autonomia, cabe aos trabalhadores de cada país
definirem o modelo de democracia sindical que construa a unidade entre os
trabalhadores, garantindo sindicatos representativos;
2. Em Cuba, são
os próprios trabalhadores cubanos que, baseados em sua história, em suas tradições
e em suas experiências de luta, definiram o modelo de democracia sindical
implementado;
3. A
Constituição cubana garante explicitamente o pleno direito de associação;
4. Os
trabalhadores em Cuba têm o direito e a liberdade de eleger seus representantes
sindicais, apresentar suas reivindicações, fazer propaganda, eleger seus
representantes, participar da administração das empresas e discutir os planos
econômicos;
5. A existência
em Cuba de um movimento sindical unitário e, inclusive, uma única Central
Sindical de Trabalhadores – a CTC – é resultado de uma decisão soberana e
democrática, já que a mesma conta com o apoio da amplíssima maioria, e é uma
tradição dos trabalhadores cubanos, desde a sua fundação. A CTC foi fundada
em 1939;
6. O
movimento sindical brasileiro, defensor da liberdade, da democracia e da
soberania nacional, defende que, assim como cada povo deve construir a sua própria
democracia, os trabalhadores de cada país têm suas idéias sobre liberdade e a
democracia sindical. Não cabe nenhuma ingerência externa ou imposições do
poder econômico ou de interesses estrangeiros na forma de organização
sindical dos trabalhadores nem na organização política de cada povo. Isto
sim, se configura em grave manifestação de autoritarismo e desrespeito ao
princípio básico da democracia que é a prevalência da vontade da maioria,
sem discriminação de nenhuma origem.
Antonio
Neto (CGTB), Luis Marinho (CUT), Paulo Pereira da Silva (Força Sindical),
Antonio Salim (CGT).
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