Procura recorde no interior para participar dos cursos da CGTB 

Projeto “Trabalhador Capacitado, Cidadão Valorizado”, realizado juntamente com a  SERT/SP, no último mês de janeiro, atendeu mil trabalhadores na capital e em todo o Estado de São Paulo 

No início deste ano, o projeto “Trabalhador Capacitado, Cidadão Valoriza do” foi realizado com sucesso junto com a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho – SERT/SP. Sob a diretiva de fortalecer e ampliar a oportunidade profissional dos trabalhadores desempregados, possibilitando aos trabalhadores o exercício da cidadania, este curso formou 1.000 trabalhadores de todo o Estado de São Paulo.

Os formandos de todo o Estado já começaram a implementar os conhecimentos e habilidades adquiridas durante os cursos que foram desde Eletricista (residencial e predial) e Artesanato com Material Reciclável, à Coordenação de Eventos e Manutenção de Computadores. Foram 200 trabalhadores formados em Campinas, 175 em São Paulo, 125 em Araraquara, 240 em Santos e Ribeirão Preto, 100 em Caçapava e 60 de Bauru

Santos

De acordo com Heraldo Gomes Andrade, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros e 1º secretário da CGTB/SP, a grande novidade foi a enorme procura das mulheres para o curso de Eletricista, que teve uma aceitação maciça. “Esse curso está dando uma qualificação profissional que os trabalhadores dificilmente conseguiriam. E é de graça”, ressaltou o presidente da Intersindical Portuária.

Para ele, a qualificação “veio em excelente hora. Pena que tivemos mais procura do que vagas. Mas já estamos trabalhando para que, entre junho e julho, disponibilizemos muito mais vagas”.

Ribeirão Preto

“Houve uma atenção muito grande da CGTB e do próprio SINE para os cursos e uma aplicação ainda maior dos trabalhadores beneficiados”, frisou Antônio Mauro de Souza Sebastião, coordenador dos cursos de Eletricista, Artesanato e Coordenação de Eventos realizados em Ribeirão Preto.

Para Antônio Mauro, o projeto foi extremamente importante para região, que possuía “uma grande carência de mão-de-obra especializada para as áreas da construção civil”.

E a integração com a Associação de Moradores e com Escolas Municipais foi decisiva para a implementação dos cursos. “O curso de Artesanato, por exemplo, abriu um leque de uma região que já vinha trabalhando este tipo de atividade através de sua associação de moradores”, afirmou o coordenador.

Campinas

“Muitos jovens não tinham carteira profissional, e foram estimulados pelos professores a ir buscar sua Carteira de Trabalho”, lembrou o presidente da Federação Comunitária de Campinas e Região, Geremias Martins de Oliveira.

Segundo o coordenador do Projeto, “até demorou um pouco para as pessoas acreditarem que o curso era de graça”. “Mas, as pessoas perceberam o papel da entidade na realização do curso. Muitos até se filiaram porque entenderam que uma associação forte pode ajudar muito o bairro”.