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Calixto:”Rejeitamos
esse projeto divisionista da Convenção 87 da OIT”
“Queremos
manter a contribuição sindical e a unicidade, defendemos a redução dos
juros, a distribuição de renda e a geração de empregos. Vamos trabalhar
na formação da maior central sindical do país”, afirmou José Calixto
“A
manifestação do dia 25 de março foi uma demonstração clara do nosso
poder de arregimentação, de mobilização e disciplina. Foi ampla,
massiva, com caravanas de todos os Estados do país trazendo suas bandeiras
patrióticas pelo desenvolvimento”, afirmou José Calixto Ramos,
presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI)
e dirigente do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), avaliando a marcha
de mais de 30 mil dirigentes sindicais que tomou Brasília.
Segundo
Calixto, “hoje compõe o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) um grupo
majoritário de sindicatos, federações, confederações que questiona e
rejeita o projeto divisionista e a Convenção 87 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). Queremos manter a contribuição sindical.
Queremos modernizar dentro do princípio da unicidade. Defendemos a redução
dos juros e da jornada, a distribuição de renda e a geração de emprego.
São estes os pontos do nosso trabalho daqui para a frente. O governo vai
ter que investir no desenvolvimento, fazer um esforço grande para aplicar o
dinheiro aonde o investimento venha em forma de emprego”.
O
dirigente sindical apontou que a mobilização nacional será reproduzida no
conjunto dos Estados para derrotar as medidas pretendidas pelos setores que
defendem a divisão do movimento sindical brasileiro e o enfraquecimento de
suas entidades representativas.
“O
projeto do governo priorizar as centrais, que significa dividir as confederações
e convertê-las numa espécie de departamento das centrais, nos coloca no
dilema de trabalhar na formação da maior central sindical do país. Não
tenho dúvida que envolverá o maior número de categorias profissionais,
ampla, com os companheiros de todos os partidos e posições”, frisou
Calixto.
Analisando
a situação nacional, o presidente da CNTI assinalou que “a posição
tomada pelo governo argentino (de não ceder às pressões do FMI para
aumentar o superávit primário e canalizar esses recursos para a produção)
surtiu efeito. O Brasil tem um potencial muito maior e medidas que dessem um
fôlego para investir, por exemplo, 40 dos 140 bilhões pagos de juros da dívida,
teriam enorme repercussão no emprego e no salário. Isso não é calotear,
é tentar outro caminho, que daria mais segurança inclusive para os
investidores”.
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