Central firma parceria para alfabetizar 34 mil brasileiros 

A preocupação com a educação do trabalhador passou a ser prioridade a partir do entendimento de que a conquista da cidadania plena só é possível através desta conquista. O governo Lula, sensível a um dos maiores dramas da população mais pobre, que é o analfabetismo, decidiu que chegou a hora de erradicar esse flagelo.

Juntando a grande experiência da escola sindical da CGTB, o Instituto do Trabalho Dante Pellacani, (nos últimos 13 anos, o ITDP – em parceria com sindicatos, associações, iniciativa privada e estatal - alfabetizou quase 30 mil trabalhadores, e qualificou outros 88 mil trabalhadores em todo o país), a iniciativa federal e parcerias com empresas privadas e estatais, a CGTB assinou, em dezembro de 2003, o maior programa de alfabetização de sua história.

Espalhado por 13 Estados, o Projeto “Alfabetização e Profissionalização nas Obras e nos Locais de Trabalho”, assinado com o Ministério da Educação, já está em ação. Desde o início do ano, os profissionais que irão alfabetizar os mais de 34 mil trabalhadores inscritos estão sendo capacitados. Em todo o país foi destacado da própria comunidade ou das entidades o corpo de coordenadores, alfabetizadores e monitores sociais que irão acompanhar os alfabetizandos durante os seis meses de projeto.

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, são os estados que, neste primeiro semestre de 2004, contarão com a grande mobilização da CGTB para alfabetizar.

Mas, um dos principais obstáculos à efetiva alfabetização é a evasão, a desistência, pois são 34 mil alunos. Pensando nisso, a coordenação pedagógica do Projeto Alfabetização nos Locais de Trabalho desenvolveu uma metodologia de ensino específica para os trabalhadores, que garantiu, nos projetos anteriores, a presença dos alfabetizandos no projeto e reduziu a evasão praticamente a zero.

Com isso, o projeto básico tem como proposta não só a alfabetização dos trabalhadores, como as quatro primeiras séries do ensino fundamental, permitindo aos inscritos, após a conclusão do curso, prosseguir seus estudos.