Luiz Carlos, presidente da Procwork, defende estímulo à tecnologia nacional:  “Juntos cobraremos medidas para desenvolver o setor de informática” 

“O Brasil é o sétimo mercado mundial de software. O governo precisa comprar a briga de investir na divulgação da “marca” Brasil nos potenciais mercados compradores”, defendeu o presidente da Procwork 

“A redução da carga tributária, a divulgação da “marca” Brasil em Tecnologia da Informação (TI), a geração de créditos de exportação, a isenção de impostos na aquisição de hardwares e softwares destinados a serviços de exportação off-shore, são os aspectos centrais para o desenvolvimento do setor que é chave para o nosso país”, afirmou Luiz Carlos Utrera Felippe, o Luca, presidente da Procwork.

“O Brasil é o 7o mercado mundial de software. O governo precisa comprar a briga de investir na divulgação da “marca” Brasil nos potenciais mercados compradores, defender as competências e qualificações que o nosso mercado interno de TI já possui, do mesmo modo como faz atualmente com outros setores da economia, em especial, nos setores agrícola e industrial”, assinalou.

Nesta importante área, os dirigentes sindicais e empresariais trabalham unidos para conquistar as soluções que o setor precisa. “Antônio Neto, presidente do Sindpd e da CGTB nos representa no Conselho de Desenvolvimento Econômico, vamos juntos a Brasília para cobrar as medidas que o setor da informática brasileira necessita para se desenvolver”, pontuou Luca.

“O setor da TI foi prejudicado com a MP 164 que elevou as alíquotas da Confins para 7,60%  e do PIS para 1,65%, aumento sem dúvida exagerado. É necessário desonerar o setor, adotando as novas regras que estão sendo aplicadas para o crescimento de outras áreas da economia. O ministro Palocci se comprometeu a encaminhar, já no mês de maio, novas medidas para desonerar a folha de pagamento deste setor, que se caracteriza por uma mão de obra intensiva e altamente qualificada”, esclareceu o presidente da Procwork. 

O papel do Estado no desenvolvimento das empresas nacionais sempre foi decisivo. “Os gastos públicos devem ser utilizados com serviços de TI para desenvolver mais empresas nacionais”, frisa Luca, sugerindo que o governo, com ações simples, permita o acesso aos gastos governamentais “a dezenas – talvez centenas- de empresas nacionais, que com isso, poderão ganhar corpo, investir e quem sabe no futuro breve, exportar”.