CGTB-PE denuncia ameaça de demissão no Porto de Suape após a privatização 

“Depois de privatizado, o Terminal efetivou contratações irregulares ferindo o protocolo internacional do qual o Brasil é signatário que determina que o trabalho deve ser realizado por trabalhadores com registro ou cadastro nos órgãos gestores de mão-de-obra”, denunciou o presidente da CGTB-PE, Marilton Cavalcante 

Ao arrepio de todas as normas, nacionais e internacionais, o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto pernambucano de Suape, sob o controle de uma multinacional, ameaça os trabalhadores e impõe redução de até 50% nos salários.

“Depois de privatizado, o Terminal efetivou contratações irregulares ferindo o protocolo internacional do qual o Brasil é signatário que determina que o trabalho portuário deve ser realizado por trabalhadores com registro ou cadastro nos órgãos gestores de mão-de-obra”, denunciou o presidente da CGTB-PE, Marilton Cavalcante.

Sob ameaça, os trabalhadores foram obrigados a assinar acordo com a empresa que administra o Terminal abrindo mão de 50% de sua remuneração, desde que fosse garantida a mão-de-obra em sistema rodiziário dos mais de 2 mil trabalhadores portuários avulsos.

“Entretanto, a Tecon não cumpriu, nem vem cumprindo, o acordo celebrado, tendo ao contrário aumentado o número de trabalhadores contratados sem atender aos requisitos legais e àqueles convencionados nos instrumentos normativos das relações de trabalho”, afirmou o presidente do Sindicato dos Estivadores, Adeíldo Paraíso. Segundo ele, “desde  1º de  setembro de 2003, a Tecon vem  requisitando apenas a  metade dos trabalhadores constantes do Acordo. Mediante tamanho desrespeito,  já  foi atuada pela Delegacia  Regional do Trabalho (DRT) vinte e uma vezes”.

Denunciando a ilegalidade praticada pela multinacional, o Sindicato dos Estivadores nos Portos do Estado de Pernambuco, o Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga nos Portos do Estado de Pernambuco, o Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga nos Portos do Estado de Pernambuco, o Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Bloco nos Portos do Estado de Pernambuco, Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários do Estado de Pernambuco e o Sindicato dos Vigias Portuários do Estado de Pernambuco, divulgaram uma carta dirigida ao governo federal pedindo intervenção na atual situação.