CGTB-SP lança com DRT campanha por registro do trabalhador em carteira 

Segundo o presidente da CGTB-SP, Paulo Sabóia, “metade das pessoas que tem emprego não tem registro. Por isso definimos essa campanha como prioritária” 

“A campanha que o movimento sindical em São Paulo definiu como prioritária, junto com a Delegacia Regional do Trabalho, é atacar a falta de registro em carteira dos trabalhadores. Mais da metade das pessoas que tem emprego não tem registro, o que é um absurdo. Durante governos anteriores houve até ministros que falavam da questão como se não tivesse solução. E tem. A solução é aplicar a lei. Por isso, as centrais sindicais estão se unificando com o Ministério Público do Trabalho, o INSS, a Receita Federal e auditores fiscais do Trabalho para ir aos lugares indicados cobrar a regularização da situação dos trabalhadores. Afinal, o custo da produção e dos serviços, como pretendem alguns, não é aumentado pelo reconhe-cimento dos direitos dos trabalhadores, mas sim pelos encargos financeiros, pelos juros e pela especulação. Registro em carteira fortalece o mercado interno, é mais recurso que se joga no crescimento”, afirmou Paulo Sabóia, presidente da CGTB-SP.

“O tra-balho ilegal, que atropela os direitos conquistados, impede que a pessoa tenha acesso à legislação trabalhista, essa que Getúlio garantiu na CLT. Sem carteira, o trabalhador não tem direito a férias, 13o, fundo de garantia, não participa da convenção coletiva. Além de tudo isso, se é registrado, passa a ter aumento anual de salário e também passa a recolher impostos, a fazer parte da cidadania”, afirmou Paulo Sabóia, presidente da CGTB-SP.

A “Campanha para Carteira Assinada” foi lançada no início do mês de abril, no Auditório do Sesi, com a presença das centrais sindicais, do ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, do Delegado Regional do Trabalho de São Paulo, Heriberto Navarro, Guiba, de autoridades municipais, estaduais e dirigentes empresariais.