|
Ataíde Vilela, da CGTB-MG e
diretor do SindFurnas: “Com o novo modelo, Estado volta a assumir controle do
setor energético”
“Agora o Estado vai retomar o seu papel, ou seja, vai deixar de ser coadjuvante
e voltar a ser o grande produtor de energia deste imenso país que é o Brasil”,
afirmou Ataíde, sobre a mudança no modelo energético que está sendo implementada
pelo governo Lula
Romper a dependência em relação às agências é romper com uma herança maldita
deixada pelo governo FHC, onde o Estado perdeu totalmente o controle deixando as
agências de energia elétrica com um papel maior que o do próprio Estado. A
população foi submetida a preços totalmente abusivos”, afirmou Ataíde Vilela, do
Sindicato dos Trabalhadores de Furnas e Presidente Regional da CGTB-MG, ao
elogiar as medidas tomadas com a adoção do novo modelo do setor elétrico do
governo Lula.
O novo modelo já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, entre outras
conquistas trazidas pela Medida Provisória 144/2003, está a redução do papel das
agências reguladoras criadas pelo governo para deixar o setor sob controle das
transnacionais de energia e a exclusão das empresas federais de energia elétrica
do processo de privatização.
O setor, que sofreu uma crise nos últimos anos com as privatizações das
geradoras e distribuidoras de energia levando o país ao racionamento e ao apagão,
ficará fortalecido com a nova medida. “Agora, o governo vai retomar o seu papel,
ou seja, vai deixar de ser coadjuvante e voltar a ser o grande produtor de
energia deste imenso país que é o Brasil”, ressaltou Ataíde.
Além de ter reflexo direto na política de preços ao consumidor, que subiram de
forma absurda após a privatização de Fernando Henrique, as novas medidas buscam
corrigir as deficiências dos caminhos tomados no passado, que acabaram
comprometendo a eficácia e inibiram os investimentos na expansão do setor,
necessários para dar suporte ao crescimento econômico e ao desenvolvimento
social do Brasil.
Agora, as licitações serão feitas a partir do critério de escolha das empresas
que oferecerem a menor tarifa ao consumidor e não por pagar mais na compra de
energia, como foi estabelecido por FHC.
|