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Trabalhadores
e empresários debatem com governo reativação da construção civil
“Quando
a indústria da construção civil está ativa, não tem crise no país. Ela é
um segmento que emprega milhares de trabalhadores na produção e trabalha com
materiais de tecnologia brasileira”, afirmou Edgard Viana, da CGTB e
presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Brasília
“Estivemos
com o presidente Lula no lançamento do projeto de habitação. Nós esperamos
agora que a Câmara o aprove o mais rápido possível e que o volume seja um
pouco maior do que o anunciado de R$ 1,6 bilhão”, afirmou Edgard Viana,
presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Imobiliário de
Brasília e presidente regional da CGTB Região Centroeste.
Através
do projeto e de recursos orçamentários, verba do Fundo de Garantia, BNDES e
FAT para habitação, saneamento e infraestrutura, o governo busca ativar a
construção civil no país.
“A
construção civil é a mola mestra, a alavanca, pois envolve todos os segmentos
da sociedade. É uma raridade ter um componente da construção civil que
precise ser importado. O Brasil produz a maior parte dos materiais como tijolo,
madeira, ferro, alumínio, plástico, produtos químicos com tecnologia 100%
nacional”, disse Edgard. E completou: “Quando a indústria da construção
civil está ativa, não tem crise no país. Ela é um segmento que emprega
milhares de trabalhadores na produção da matéria-prima, química, metalúrgica,
consultoria, entre outras. É o único ramo que abrange todos os setores e que
trabalha com materiais de tecnologia brasileira”.
O
presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo
Safady Simão, destacou que “o governo já soltou medidas importantes e que
agora estão tramitando no Congresso. Nós estamos trabalhando para que haja
decisão política para que a verba que foi designada seja efetivamente
liberada; os processos que permitem a ampliação dos créditos para o setor
sejam colocados em andamento”.
Paulo Simão
destacou ainda: “estamos trabalhando principalmente em 4 áreas distintas que
são: o mercado imobiliário, a habitação de interesse social, o saneamento e
o transporte, especialmente rodovias e portos, mas também há acenos
importantes para a retomada de ferrovias e do sistema fluvial”.
“Exemplo
disso são medidas como as que obrigam os agentes financeiros a ampliar o volume
de créditos para o mercado imobiliário. São créditos que já estão à
disposição dos bancos e que eles agora terão que colocar à disposição de
projetos de construção e, com legislação que penaliza os bancos com multas
caso eles se neguem a disponibilizar os recursos previstos pelas novas
medidas”.
“No que
tange à habitação popular, a Caixa Econômica Federal já conta com R$ 8 bilhões
que poderiam estar sendo aplicados, gerando moradias, emprego e renda ao invés
das tensões sociais que estamos assistindo. Do mesmo modo, Pallocci se
comprometeu com 5 a 6 bilhões de reais advindos do imposto sobre combustíveis
para a construção de rodovias e melhorias dos portos. Nossa luta agora é para
botar esse dinheiro na rua”, detalhou.
“Nós
entendemos que trabalhadores e os empresários precisam se juntar nesse momento
e demonstrar de forma clara a pressão social no país para que as obras saiam.
É neste sentido que estamos preparando um evento em São Paulo para colocar
para toda a sociedade que já está na hora das obras começarem, chegou o
momento dos canteiros se abrirem”.
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