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Editorial:
Cresce a unicidade
A
esmagadora maioria do movimento sindical brasileiro é contra a proposta de
“reforma” sindical elaborada pelo Ministério do Trabalho. O 25 de março,
organizado pelo Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST, foi a maior
manifestação da História do movimento sindical. Foram 30 mil dirigentes
em Brasília pela unicidade e pela redução significativa dos juros. Uma
coisa anda necessariamente ao lado da outra.
A
idéia de dividir o movimento sindical não é nada original. É coisa de
Fora. Da OIT (Convenção 87), que hoje é manipulada pelas grandes potências
e pelo sistema financeiro. Serve para minar nossa resistência. Para impor o
principal que é a “reforma” trabalhista, isto é, acabar com direitos
históricos como aposentadoria, férias, 13º salário, Fundo de Garantia,
etc.
A
lógica é essa: arrochar mais os trabalhadores para sobrar mais e pagar
mais juros. É assim que pensam o FMI e companhia: “Você só se
desenvolvem com o dinheiro de fora”. Com essa ideologia fazem todo o tipo
de chantagem, submetem o mercado e impõem juros altíssimos, que drenam
todo nossa energia.
É
por isso que não existe consenso algum sobre essa “reforma”, nem no
movimento sindical, nem no FNT, Fórum Nacional do Trabalho. A CGTB é
contra. As Conferências organizadas pelas DRT’s em todos os estados e
promovidas pelo próprio FNT foram integralmente contra.
Essa
“reforma” não tem nada de pluralismo. Só existe pluralismo quando vários
pensamentos atuam dentro da mesma instituição. É assim que funciona a
democracia. Ninguém cria outra prefeitura porque perdeu a eleição.
Também
é besteira achar que vamos nos desenvolver baseados no capital estrangeiro,
“na credibilidade” externa. Ou nos apoiamos no mercado interno, no poder
de consumo dos trabalhadores e no investimento da indústria nacional ou
vamos para o vinagre.
Tem
é que ter um estado forte que contra reste os monopólios. Tem que diminuir
os juros, disciplinar o fluxo de capitais e estimular o investimento. Ou
seja, o estado nacional é quem pode liberar o mercado da opressão dos
monopólios. Deixar eles atuando sozinhos ou, o que é pior, colocar o
estado a serviço do apetite deles é o caminho do inferno.
A
eleição do Lula levantou o nosso povo e revolucionou a nossa auto-estima.
O Brasil não é mais o mesmo e não vamos voltar para traz. Foi isso o que
disse o 25 de março.
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