Nélio Botelho, vice-presidente da CGTB e membro do Conselho de Desenvolvimento:

“Conselho permite incluir o povo nas decisões do governo”

“Ao convocar entidades de trabalhadores e empresários para encontrar caminhos para tirar o país do atoleiro em que o governo anterior afundou o país, Lula dá uma demonstração clara de que está no caminho certo”, afirmou o vice-presidente da CGTB e presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho. “Este é o momento de lançarmos as bases para a recuperação econômica e social do país, depois que o Brasil passou anos submetido aos interesses do capital especulativo e do FMI com uma política econômica exclusivamente voltada para pagar a dívida junto aos bancos”.

 “É muito importante que o governo tenha convocado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Fórum Nacional do Trabalho, pois permitirá ao governo incluir o povo nas suas decisões de governo de acordo com as origens de trabalhador do Lula”, disse Nélio, que integra o Grupo de Trabalho das Micro e Pequenas Empresas, Autogestão e Informalidade do Conselho de Desenvolvimento.

“Daqui para a frente”, defendeu Nélio, “é preciso estabelecer condições básicas de infra-estrutura para escoamento da produção e, para isso, o transporte de carga é uma condição básica, uma mola mestra para o desenvolvimento”, afirmou. “Também este setor precisa ser salvo, uma vez que o governo anterior instalou o caos. Iniciativas como o Modercarga, promovido pelo BNDES, vão permitir que o setor mude sua frota obsoleta garantindo a segurança do transporte e a superação de um quadro em que os trabalhadores correm risco para levar a carga ao seu destino”, destacou o líder dos caminhoneiros.

“Além de estimular o mercado, garantindo empregos para o setor metalúrgico, é preciso que se supere um quadro que dá ao Brasil a posição de maior índice de acidentes com caminhões do mundo”, denunciou.

“Neste sentido, propus que o BNDES adote uma política não apenas de compra, mas também de substituição dos caminhões, da seguinte forma: se for trocado um caminhão velho por um novo, o financiamento seria de 70%; se forem trocados dois caminhões por um novo, o caminhoneiro recebe 80% de financiamento e, finalmente, se a troca for de três obsoletos por um novo, o BNDES se disporia a entrar com 100% do financiamento”, anunciou Botelho.