Lula: “Que na convivência, este Fórum encontre o caminho para as mudanças”

  Fórum Nacional do Trabalho debate as reformas sindical e trabalhista, o desenvolvimento e a geração de empregos

O Fórum Nacional do Trabalho - Reforma Sindical e Trabalhista e Afirmação do Diálogo Social no Brasil, lançado em Brasília pelo presidente Lula, dia 29 de julho, está estimulando o debate sobre a estrutura sindical brasileira e a legislação trabalhista, contribuindo com o novo momento de desenvolvimento socioeconômico que o Brasil se prepara para trilhar.

Na presença dos representantes das centrais sindicais, confederações de trabalhadores, entidades empresariais e do governo, empossados como membros do FNT, Lula frisou que “a solução dos problemas da sociedade brasileira passa por este entendimento, da discussão sobre a geração de postos de trabalho, dos direitos que têm que ser mantidos”. “A grandiosidade do Fórum é que vai permitir que a convivência democrática de vocês encontre o caminho do meio, o que possibilita fazer as mudanças”, acrescentou o presidente.

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, afirmou que “com mais emprego e maior massa salarial, fortaleceremos o mercado interno”, acrescentando que isso será possível com um ambiente de maior entendimento entre os diferentes setores que compõem a sociedade brasileira.

“O governo anterior jogou para pulverizar os sindicatos, criando entidades de carimbo, sem qualquer critério”, disse Antonio Neto, presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGTB), frisando que é “pela manutenção das conquistas sociais e trabalhistas, bem como dos critérios de custeio das entidades representativas dos trabalhadores, por compreender que são instrumentos que tornam possível a existência de entidades autônomas e independentes”.

José Calixto Ramos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, CNTI, reafirmou a posição unânime das confederações: “somos pela manutenção dos direitos dos trabalhadores na reforma, pois sabemos da necessidade de uma legislação que proteja o trabalho na relação desigual com o capital, principalmente no caso de poderosas multinacionais que atuam no país”.

Também favorável à unicidade sindical, o coordenador da bancada dos empresários no Fórum e presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio Oliveira Santos, sublinhou que “acabar com a unicidade seria o mesmo que cortar as patas do cavalo para que, mais leve, ele possa correr melhor”. O líder empresarial manifestou sua satisfação com a fluência e a riqueza dos debates: “é a primeira vez que a gente vê no governo a boa vontade de deixar que nós mesmos façamos os acordos nas relações do trabalho”.