Hora do Povo 06-09-2017

Aumenta subemprego e governo diz que o desemprego diminuiu

Fonte: IBGE David Alves

 

 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do trimestre encerrado em julho revela que 819 mil pessoas entraram na informalidade ou começaram a trabalhar por conta própria, na comparação com o trimestre anterior.

Não obstante, o governo e a imprensa utilizaram os dados, divulgados no último dia 31 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para comemorar a redução da taxa de desocupação simulada pelo desastre do aumento do número de pessoas que, sem alternativa no mercado formal, recorre para qualquer opção de sustento.

“O País não se desenvolve em cima de uma plataforma informal”, resumiu Cimar Azevedo, coordenador da pesquisa no IBGE.

Em termos percentuais, a taxa de desocupação caiu 0,8% ante o trimestre anterior (fevereiro, março e abril), provocada pelo crescimento de 4,6% no número de trabalhadores sem carteira assinada. Em números absolutos, isso significa que 468 mil pessoas entraram para a informalidade e outras 351 mil pessoas (+1,6%) passaram para a categoria de trabalhadores por conta própria. Mesmo com o aumento degradante de trabalhadores nestas condições, a taxa de desocupação de 12,8% registrada em julho é 1,2 ponto percentual maior do que a registrada no mesmo período do ano passado (11,6%)

Isso significa que, no período entre maio e julho de 2017, 13,3 milhões de pessoas estavam desempregadas e não possuíam nenhum tipo de ocupação – um aumento 1,5 milhão de pessoas, em relação ao mesmo período do ano passado.

“Se não houver um processo de recuperação imediata, ou de médio prazo, de entrada de trabalhadores formalizados no mercado de trabalho, isso pode gerar problema futuro. Essas pessoas não estão cobertas pela Previdência, não têm acesso a seguro desemprego”, avaliou Azevedo em coletiva de divulgação dos resultados.

Na outra ponta, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 2,9% em um ano – o que representa 1 milhão de postos a menos.

Fonte: Hora do Povo