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8 de março: “O trabalho é condição essencial para emancipação da mulher”
A CGTB saúda as mulheres trabalhadoras, da
cidade e do campo, pela passagem do Dia 8 de Março. Esta é uma data que
simboliza e reforça a luta das mulheres contra a discriminação no
mercado de trabalho e a luta dos trabalhadores para por fim às
explorações a que são submetidos.

Atualmente, grande parte das mulheres,
principalmente as das famílias da classe operária, são jogadas para o
isolamento do trabalho doméstico. Negar o emprego, manter o isolamento e
as diferenças salariais é a forma utilizada pelo sistema monopolista
para explorar o conjunto dos trabalhadores, sejam eles homens ou
mulheres.
O desespero com o desemprego dos seus
companheiros, pais e irmãos, empurra as mulheres para disputar uma vaga
neste escasso mercado sem a devida preparação ou qualificação,
submetendo-as a receberem salários menores ou ao subemprego,
desrespeitando a sua condição específica de mulher e até de mãe.
Objetivamente, o caminho da libertação desta
condição é a ampliação da luta contra a exploração econômica dos países
em desenvolvimento perpetrada através da especulação financeira, do
açambarcamento do patrimônio público, também chamado de privatizações, e
da desnacionalização da economia, que amplia a remessa de lucros para o
exterior e aumenta o desemprego.
Lutar pelo direito ao trabalho é a principal
bandeira defendida pela CGTB. E trabalho produtivo como mulher, com a
identidade feminina garantida, com direito à maternidade e assistência
especial, direito a creches, salário igual e à qualificação
profissional.
Para isso é importante ampliar a
participação feminina nas entidades sindicais. A discriminação no
mercado de trabalho estimula a divisão e, portanto, o enfraquecimento do
conjunto da classe trabalhadora. É fundamental, portanto, que a luta
pelos direitos da mulher seja incorporada por todos os sindicatos.
A CGTB é pioneira neste sentido. O
Departamento Nacional da Mulher trabalhadora foi organizado antes mesmo
da fundação da Central, em 1986, compondo a comissão organizadora do
congresso. O 1° Congresso Nacional da Mulher Trabalhadora, com a
participação de 4.000 delegadas, aconteceu às vésperas do congresso de
fundação como principal atividade de preparação do congresso.
Com esse espírito de unidade e integração, a
CGTB participa das lutas, em conjunto com as demais centrais sindicais,
na defesa dos direitos trabalhistas, pela redução da jornada de
trabalho, pelo aumento da licença maternidade para seis meses e de
muitas outras.
Dar seguimento a toda essa luta, significa
também unirmos esforços contra a privatização da CESP, uma das maiores
empresas de energia do país, pretendida pelo governo de São Paulo.
Privatizar a CESP representa a continuidade e aprofundamento da política
de desmonte do Estado que vigora em São Paulo há muitos anos, mas que
foi interrompida no governo federal com a vitória do presidente Lula.
Privatizar a CESP será um retrocesso para o país e poderá trazer danos
para a economia como já ocorreu com o famigerado “apagão”, que foi
relembrado esta semana em São Paulo devido ao descaso de uma empresa
privatizada no ano passado pelo governo tucano, a CTEEP.
Também gostaríamos de saudar e nos
solidarizarmos com a luta das trabalhadoras rurais que, juntamente com
seus companheiros, estão ocupando terras griladas por fazendeiros no
Pontal do Paranapanema. Desde o início de fevereiro, as companheiras e
companheiros do MAST, MST e outras entidades, lutam contra o projeto de
lei de José Serra que pretende regularizar as terras devolutas acima de
500 hectares na região, ao invés de destiná-las à Reforma Agrária.
Vamos à luta companheiras!
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Maria Pimentel
Secretária de Relações Internacionais da CGTB
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