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Mulheres marcham em São Paulo por inclusão social e no mercado de trabalho

Cerca de 5 mil pessoas participaram das comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, numa manifestação, no centro de São Paulo, que reuniu diversos movimentos de mulheres, estudantis, sindicatos e partidos políticos.

   Entre as lideranças presentes, esteve também Lídia Correa, presidente da Federação das Mulheres Paulistas (FMP) e vice-presidente da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB), afirmando a importância da retomada do crescimento do país para as mulheres brasileiras. “Mais empregos, mais salários, ampliação da licença maternidade, de creches, são condições fundamentais para as mulheres”, afirmou Lídia, que também é membro da executiva do diretório estadual do PMDB-SP.

  Márcia Campos, presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), afirmou que “a História de luta das mulheres tem contribuído para a conquista de inclusão social e participação na construção de países mais justos e independentes”. “Nesse 8 de Março, reafirmamos nossos compromissos com a luta pela igualdade de direitos, pela independência e soberania nacional, contra a violência e contra o tráfico de mulheres e crianças, contra a fome e a miséria”, afirmou.  

 Maria Pimentel, secretária de Relações Internacionais da CGTB, destacou que “esta é uma data que simboliza e reforça a luta das mulheres contra a discriminação no mercado de trabalho e a luta dos trabalhadores para pôr fim às explorações a que são submetidas”.

  Maria ressaltou ainda que “dar seguimento a toda essa luta, significa também unirmos esforços contra a privatização da CESP, uma das maiores empresas de energia do país, pretendida pelo governo de São Paulo”. “Privatizar a CESP será um retrocesso para o país e poderá trazer danos para a economia como já ocorreu com o famigerado “apagão”, que foi relembrado esta semana em São Paulo devido ao descaso de uma empresa privatizada no ano passado pelo governo tucano, a CTEEP”.

  Uma das principais reivindicações do ato foi a adesão do Estado de São Paulo ao Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência, lançado em 2007 pelo governo federal. 

 De acordo com Nalu Faria, uma das coordenadoras da manifestação, o governador José Serra “se recusa a trazer para cá as políticas propostas pelo governo federal”. “O Serra nem sequer recebeu a ministra Nilcéia Freire, que tentou falar com ele para tratar do pacto”, afirmou.

 

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Atualizado em 28/05/08 17:01:58