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Sindicalistas do Vestuário visitaram escola de formação de costureiras
em São Paulo
Dirigentes sindicais dos Sindicatos do
Vestuário de Guarulhos, Barueri e Jundiaí, filiados à CGTB, visitaram o
Instituto Ricardo Almeida, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Os
sindicalistas participaram da visita juntamente com o Secretário de
Relações do Trabalho de Guarulhos, Luciano Filintro da Silva, e
assessores.
Durante a visita, os diretores do instituto
apresentaram aos sindicalistas o projeto da escola, que tem a meta de
formar costureiras para as indústrias de confecção. Os diretores do
instituto foram buscar na China, Paquistão e Índia um método de
aprendizagem onde o foco é o de treinar a costureira na velocidade, para
somente depois se concentrar no domínio da máquina de costura
industrial. Num segundo momento, busca-se a qualidade. O curso tem
duração de 144 horas.
Os diretores do instituto garantem que os
alunos formados nesse método estão aptos a entrar na linha de produção
de uma fábrica de roupas e começar a produzir. Ou até mesmo montar uma
oficina de costura e iniciar seu próprio negócio.
Nos próximos meses, serão abertas unidades
do instituto em Santo André, Brás, Santo Amaro, Lapa, Osasco e
Guarulhos. A partir de junho terá início a abertura das franquias.
Alvaro Ferreira Egea, membro da Executiva
Nacional da CGTB, considerou que a visita dos sindicalistas da CGTB ao
Instituto Ricardo Almeida foi de fundamental importância para conhecer
essa experiência de formar costureiras com base em um treinamento
voltado para dar agilidade e velocidade à produção das costureiras, pois
o sistema de ensino de costura industrial no Brasil está totalmente
defasado. Alvaro expôs aos diretores do instituto que a CGTB atribui
importância estratégica à qualificação da mão de obra brasileira,
permitindo tornar a indústria de confecção competitiva no mercado
mundial. Além disso, salientou, a iniciativa do Instituto é um caminho
rápido e eficiente de formar milhares de costureiras para o mercado
brasileiro, já que o sistema S (SENAI, SENAC, SENAT) de formação
profissional fracassou na missão de fornecer mão de obra para a
indústria brasileira.
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