CGTB: 29 anos de luta pela independência nacional e ampliação dos direitos dos trabalhadores

A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) foi fundada em março de 1986 com a participação de 5.546 delegados da cidade e do campo. Tem como princípios a luta pelo desenvolvimento e soberania nacional, para os quais é fundamental o fortalecimento do mercado interno, com aumento real de salários, juros baixos, fortalecimento do Estado na economia e ampliação dos direitos dos trabalhadores.

Temos envidado esforços para unir os trabalhadores, em particular as Centrais Sindicais existentes no país, e realizar mobilizações pela redução dos juros, que no Brasil são os maiores do mundo; por aumento real dos salários; pelo controle do câmbio pelo Estado; contra as privatizações dos aeroportos, portos, rodovias e ferrovias; pelo fim dos leilões de blocos petrolíferos; garantir que a estatal Petrobrás seja a operadora única nas gigantescas jazidas de petróleo na camada do pré-sal e que a estatal Telebrás seja a responsável pela implantação do Plano Nacional de Banda Larga (internet de alta velocidade); pela valorização dos benefícios dos aposentados; regulamentação da Convenção 151 da OIT, sobre a organização sindical dos servidores públicos; aprovação da Convenção 158 da OIT, para acabar com a absurda rotatividade no emprego; redução da atual jornada de 44 horas semanais para 40 horas, sem redução de salário; defesa do sistema público de saúde e melhoria na qualidade de seu atendimento; destinação de 10% do PIB para a educação pública; preços baratos para o transporte público e de qualidade.

No campo internacional, defendemos a unidade dos países da América Latina, o estreitamento das relações com os países africanos e árabes e, principalmente, o fortalecimento dos países que compõem o BRICS, para aglutinar o conjunto de forças dos chamados países emergentes ou em desenvolvimento em contraposição à combalida ordem neoliberal vigente. Sobre a organização sindical, a CGTB defende a organização unitária dos sindicatos, contra a pulverização de várias entidades em uma mesma base territorial e que o financiamento do movimento sindical deva ser feito pelos próprios trabalhadores, independente de governos, patrões ou organismos internacionais.

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