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Lupi destaca avanços do governo e
pede para trabalhadores participarem mais de sindicatos
Após participar do 1º de maio da Força no
final da manhã, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi recebido
calorosamente pelos trabalhadores que participavam do ato da CUT e CGTB
no meio da tarde em Interlagos.
Acompanhado do secretário de relações do
Trabalho, Luiz Antônio de Medeiros, o ministro discursou e apresentou a
nova carteira de trabalho lançada no dia anterior em cerimônia no
Palácio do Planalto. Lupi disse que “a nova carteira de trabalho é um
avanço para os trabalhadores”, pois garantirá acesso fácil a todas as
informações da vida do trabalhador. O ministro afirmou que beneficiar o
trabalhador é uma marca do governo Lula, como mostram todos os
indicadores.
“O Brasil esta avançando no emprego, esta
avançando no salário mínimo. Só nos últimos cinco anos tivemos aumento
real de 30%. O trabalhador tem que se organizar mais, tem que participar
da vida sindical para poder reivindicar mais”, ressaltou Lupi, que
também afirmou ser favorável à “jornada de 40 horas. Mas isso precisa
ser construído para ser aprovado no Congresso Nacional”.
“Desejo à CUT e à CGTB um ano de muito
sucesso, de muita geração de empregos. Vamos construir uma sociedade
mais justa e mais fraterna. Todos nós temos orgulho da Pátria chamada
Brasil”, disse o ministro.
Embora tenha tentado saudar o trabalhador no
Dia do Trabalho, o ministro foi sufocado pela imprensa para respondesse
perguntas sobre as acusações lançadas contra o deputado e presidente da
Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
Sobre esse assunto, Lupi disse que as
matérias publicadas estão tentando transformar as investigações numa
inquisição contra Paulinho e que tudo não passa de interpretações e
suposições. "Não podemos transformar esse processo de investigação da PF
em um tribunal de inquisição, acusando e condenando as pessoas sem lhes
dar o direito de defesa", afirmou Lupi. "Até agora o que existem são
indícios. Fulano falou que achou que é o Paulinho. Qual o fato concreto?
Qual é o dolo?", perguntou o ministro.
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