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Unificadas, centrais lutam por jornada de
trabalho de 40 horas semanais
Muitas conquistas a comemorar e uma pauta de
reivindicações praticamente unificada, cujo centro estava na redução da jornada
de trabalho para 40 horas semanais, marcaram as comemorações do Dia do
Trabalhador em todo o Brasil. Convocados pelas centrais sindicais CUT, Força
Sindical, CGTB, CTB, Nova Central e UGT - unificadas em alguns estados e em atos
distintos em outras cidades, os trabalhadores lotaram praças e ruas para
participar de manifestações, showmícios e panfletagens.

Os principais atos e com as maiores concentrações
ocorreram no Estado de São Paulo, onde, apesar da chuva e do frio,
aproximadamente 2,5 milhões de trabalhadores compareceram aos atos da CUT e CGTB
no autódromo de Interlagos, da Força Sindical no Campo de Bagatelle, da UGT no
Parque do Planalto, em Carapicuíba, e da CTB, na Praça Brasil, Zona Leste.

Comemorando 25 anos de fundação, a CUT fez suas
atividades entre Interlagos juntamente com a CGTB. Além disso, houve atos em São
Bernardo do Campo, berço da fundação da central, e em Guarulhos.
A CGTB realizou manifestações em Itatiba, onde
reuniu cerca de 15 mil pessoas em ato organizado pelo sindicato dos
metalúrgicos, em Araraquara, Santos, Campinas e São Carlos, os últimos em
parceria com outras centrais (leia mais nesta página). A central também
organizou comemorações em Brasília, juntamente com a Nova Central, CTB e UGT, e
em Belém do Pará, na Praça do Operário.
Além do grande público, as atividades realizadas na
capital contaram também com a presença de políticos e integrantes do governo
Lula, como o ministro Carlos Lupi – que falou do lançamento da nova carteira de
trabalho - e a ministra Marta Suplicy, que discursaram nos atos da Força e da
CUT/CGTB, do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, demais parlamentares e
lideranças políticas.
A unidade construída e aprofundada nos últimos anos
ficou destacada na bandeira principal eleita pelas centrais, a redução da
jornada de trabalho. Luta esta que conta com o apoio do presidente Lula e do
ministro do Trabalho, que se manifestou em ambos os atos. Um manifesto assinado
pelas centrais foi lido nas atividades, onde também foram colhidas assinaturas
para subscrever um projeto de lei que tramita na Câmara.
Não só as novas reivindicações das centrais estão em
sintonia com o governo Lula. Elas são uma conseqüência dos avanços e das
conquistas alcançadas nos últimos anos. Isso ficou nítido nas intervenções e
discursos proferidos nos atos, em especial em Interlagos, onde a defesa do PAC,
a citação dos aumentos do salário mínimo, a própria lei de reconhecimento das
centrais, a geração recorde de empregos e a redução das desigualdades sociais
foram destacados por diversas lideranças, numa clara ampliação da unidade entre
trabalhadores e governo.
Como afirmou o presidente da CUT, Arthur Henrique, e
o presidente da CGTB, Antônio Neto, a unidade dos trabalhadores tem dado
sustentação para que as medidas do governo que beneficiam os trabalhadores
deslanchem. Até as manifestações contrárias ao aumento dos juros também estão
sintonizadas, como apontou o presidente da CUT-SP, Edílson de Paula, que
condenou o Banco Central.
“Vamos observar com muita atenção quem está com Lula
e quem está contra ele. Quem está com o crescimento econômico e quem está com os
juros. Quem está com os trabalhadores e quem está com os exploradores do povo”,
afirmou o secretário-geral do MR8, Sérgio Rubens de Araújo Torres, em discurso
em Interlagos.
Alguns artistas que se apresentaram em Interlagos,
como a cantora e compositora Leci Brandão, e o cantor Leonardo, também se
somaram à luta pela redução da jornada de trabalho. Numa tarde bastante fria, os
cerca de 300 mil pessoas que compareceram ao ato da CUT e da CGTB também viram
outras atrações, com destaque para a Orquestra Bachiana, regida pelo Maestro
João Carlos Martins, que executou o Hino Nacional.
Além dos citados acima, também fizeram uso da
palavra no ato o presidente da CGTB-SP, Paulo Sabóia, o vice-presidente da CGTB,
Ubiraci Dantas, o secretário-geral da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, a presidenta
da Federação das Mulheres Paulistas, Lídia Correia, o senador Eduardo Suplicy, o
secretário-geral da Federação Sindical Mundial (FSM), George Mavrikos (da
Grécia), entre outros.
Fonte: Hora do Povo
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