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Resoluções do Departamento da Mulher Trabalhadora da CGTB
Representando a executiva nacional e as
CGTBs estaduais, 23 dirigentes do Departamento da Mulher Trabalhadora
realizaram em São Paulo, no dia 23 de outubro, a 1ª Reunião de
Organização da Secretaria Nacional dos Direitos da Mulher da CGTB.

1ª Reunião de Organização da
Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CGTB
A diretora responsável pelo Departamento,
Cida Malavazi, resgatou o papel da Central para ampliar e fortalecer o
papel da mulher nos sindicatos, lembrando a realização, em janeiro de
1986, do I Congresso Nacional da Mulher Trabalhadora. Para a CGTB, o
avanço da luta por melhores condições de trabalho, justiça e
independência nacional só é possível com a superação da opressão e da
discriminação contra mulheres. Assim, o acesso da mulher ao mercado de
trabalho é essencial para a luta mais geral de toda a classe
trabalhadora. É dessa forma, superando o isolamento doméstico e
incorporando milhões de mulheres à produção, que a sociedade vai
avançar, até porque quanto mais mulheres ingressarem no mercado de
trabalho maiores serão as possibilidades das entidades sindicais ficarem
ainda mais fortes. Quanto mais mulheres estiverem participando mais
atuante será o sindicato, as federações, as confederações e a CGTB.
Mas não basta apenas o acesso ao mercado de
trabalho para as mulheres. É preciso lhes dar condições para que possam
exercer plenamente esse direito. Por ter a capacidade de gerar filhos e,
portanto, da reprodução da espécie humana, a mulher necessita de
direitos especiais para que possa atuar na produção e dar sua
contribuição para o desenvolvimento da sua família e da sociedade. Entre
eles, o direito à creche, conforme determina a Constituição; implantação
da licença-maternidade de seis meses; e salário igual para trabalho
igual.
Para desenvolver suas potencialidades no
mercado de trabalho e enfrentar barreiras discriminatórias ainda
existentes, uma questão é decisiva: qualificação profissional. Por isso,
as CGTBs estaduais devem desenvolver projetos de capacitação
profissional voltados para as mulheres, particularmente nos sindicatos
em que suas bases tenham predominância feminina. No caso das
trabalhadoras rurais e das trabalhadoras sem-terra, é preciso dar também
uma atenção especial ao trabalho de alfabetização e lutar para que
tenham os mesmos direitos já alcançados pelas trabalhadoras urbanas e
que e até hoje lhes são negados ou dificultados.
Nesse sentido, defendemos que sejam
ampliadas as políticas públicas que atendam as necessidades dos
trabalhadores em geral e das trabalhadoras em particular. Ao contrário
do “estado mínimo” que vigorou no período neoliberal, a CGTB é favorável
ao “Estado máximo”.
Não é possível conviver com situações como a
do Estado de São Paulo, quando o governo estadual tenta legalizar a
grilagem ao mesmo tempo em busca criminalizar a luta dos trabalhadores
sem-terra. Nesse sentido, o Departamento da Mulher Trabalhadora
incorpora as propostas apresentadas pela companheira Cida Urbano, membro
do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tupã e diretora da CGTB-SP (em
anexo). Incorporamos ainda como nossa a luta contra a “máfia branca”,
composta por pessoas que buscam impedir a aposentadoria das
trabalhadoras portadoras de deficiências ou de doenças que lhes impedem
de exercer a profissão. Além disso, vamos continuar com a nossa luta
incansável pela valorização das aposentadas e pensionistas, que, no
governo Fernando Henrique, tiveram os benefícios corroídos e que
precisam ser repostos.
É importante resgatar que a realização de
congressos estaduais, em quase todas as regiões do país, proporcionou
uma ampliação significativa de companheiras na direção da Central. Isso
deve servir de estímulo para que ampliemos cada vez mais a participação
das mulheres nos órgãos de decisão da CGTB, como nas reuniões pleno da
executiva nacional.
Firmes no presente e vislumbrando um futuro
de promissora ascensão, propomos à executiva nacional e às executivas
estaduais as seguintes atividades para a estruturação da Secretaria
Nacional dos Direitos da Mulher da CGTB:
1 - Plenárias de mulheres nos sindicatos;
2 - Encontros estaduais da mulher
trabalhadora da CGTB, até março de 2009;
3 - Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora
da CGTB, após os encontros estaduais.
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