Campanha contra privatização da CESP toma as ruas de SP

 Esta semana, a CGTB e outras entidades intensificarão os atos, comícios, panfletagens e manifestações nos quatro cantos de São Paulo

Na semana decisiva para o setor energético de brasileiro, quando o governador José Serra (PSDB) tentará doar a Companhia Energética de São Paulo (CESP), as entidades populares congregadas no “Comitê em Defesa da CESP” irão intensificar as manifestações contra a privatização.

 Estão programados atos, distribuição de panfletos, comícios e passeatas desde a segunda-feira-feira até a quarta-feira (26), quando será realizada uma manifestação em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caso o leilão ainda não tenha sido cancelado pelas ações judiciais que as entidades estão impetrando.

 Na segunda-feira serão realizados atos em diversas estações de Metrô da capital, seguido de atos públicos nas praças do centro e no Largo 13 de Maio, em Santo Amaro. Na terça-feira, os atos também serão realizados, a partir da 6:00h da manhã, nos metrôs São Bento, Luz, Santana, Clinicas, Itaquera, Jabaquara, Arthur Alvin, Sé, Barra Funda, Brás e São Joaquim. Na quarta, os manifestantes irão se concentrar no Largo São Bento, de onde seguirão em passeata até a Bovespa.

 A CGTB, em parceria com as demais centrais sindicais, sindicatos e entidades de mulheres e estudantes, já realizou uma série de atividades contra a privatização. Em todas as oportunidades, a participação popular tem sido positiva. A receptividade e o apoio do povo à luta contra a entrega do patrimônio público tem sido uma marca dos atos públicos, como os que foram realizados na Praça da República, no Largo 13 de Maio, no Metrô Corinthians Itaquera e no Mercadão da Lapa.

 Para o tesoureiro da CGTB, Lindolfo Santos, a indignação dos trabalhadores aumenta cada vez mais quando eles ficam sabendo a dimensão da CESP e a sua importância para o país, e quando eles associam que a sua conta de luz cresceu de forma significativa depois das privatizações. “A privatização da CESP representa um prejuízo em todos os sentidos. Em outras palavras, um enorme retrocesso para o Estado, porque perde ativos a preço de banana; para o povo, porque sofre com as tarifas extorsivas e com os serviços de péssima qualidade; e também para indústria, que já amargou com a falta de investimento no setor pelas empresas privatizadas”, afirmou Lindolfo.    

 Paulo Sabóia, presidente da CGTB-SP, “nesse momento de retomada do crescimento em nosso país, é fundamental manter a energia sob controle do Estado. Além disso, as vendas da CPFL, das outras quatro empresas oriundas da Cesp e a maior parte da Eletropaulo levaram a um aumento extorsivo das tarifas”. 

As entidades estão distribuindo um panfleto em que denunciam que, caso ocorra a venda, “as conseqüências serão desastrosas para o povo paulista: aumento das tarifas, desemprego de profissionais especializados, quebra na qualidade dos serviços. De quebra, cede aos investidores estrangeiros o controle o controle do multiuso da água, que poderão cobrar taxas pela irrigação, saneamento básico e pelo transporte fluvial da hidrovia Tietê-Paraná”.  

 

 

 

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Atualizado em 25/03/08 15:47:13

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