Encontro do PMDB rechaça entrega da Cesp e cobra política de desenvolvimento em SP

 

“Precisamos de uma política que promova o desenvolvimento de São Paulo, que dê condições para que o povo possa viver melhor. São Paulo é uma das poucas cidades do mundo que tem essas condições, mas o que temos visto é que enquanto o Brasil anda para a frente, São Paulo anda para trás, inclusive com a tentativa do governo Serra de voltar com as privatizações, como agora, quando tenta privatizar a Cesp”, afirmou a ex-vereadora, membro da executiva do PMDB-SP e presidente da Federação das Mulheres Paulistas, Lídia Correa, no 2º encontro do ciclo de debates “São Paulo 2008 - Propostas para Desenvolver a Capital”, organizado pelo PMDB paulista.

 

Mais de 300 pessoas, entre sindicalistas, empresários, políticos, estudantes e lideranças de vários bairros da capital participaram do encontro na quinta-feira (28), no Clube Trasmontano, na região central de São Paulo.

 

Lídia disse que “além de sofrermos as conseqüências das privatizações que aconteceram no governo Fernando Henrique e nos últimos governos estaduais, vemos agora a tentativa de entrega para empresas estrangeiras da terceira maior geradora de energia elétrica do país, contrariando a vontade do povo”. “Isso é exatamente a contramão do progresso, porque o governo perde o poder de influenciar, de decidir os rumos dos investimentos nessas áreas, que são fundamentais ao nosso desenvolvimento”, afirmou Lídia Correa.

 

Além da luta contra a privatização da Cesp, o esvaziamento de São Paulo enquanto pólo industrial, a falta de investimento em infra-estrutura e em obras públicas durante os governos tucanos, também foram temas dos debates.

 

Miguel Colassuono, ex-prefeito e atual tesoureiro do partido, afirmou que “o PMDB quer realizar em São Paulo aquilo que o partido durante muitos anos fez: o desenvolvimentismo”. “A melhoria da qualidade de vida da população só se obtém através do crescimento econômico, com geração de empregos”, ressaltou.

 

Para Antonio Neto, presidente da CGTB, “precisamos recuperar a auto-estima do povo paulistano, que está abandonado”. Sobre a Cesp, Neto afirmou que “o governo do PSDB, traindo até compromissos eleitorais, quer continuar a entrega do patrimônio público”. Para ele, “só a análise feita pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros de que apenas duas usinas (Porto Primavera e Três Irmãos) valem quatro vezes o preço mínimo estipulado mostra o escárnio desse leilão”. “Isso não é privatização, é roubatização de novo”, disse.

 

Segundo Mário Beni, professor da USP, “somente a participação social, a mobilização da comunidade, como está acontecendo aqui e agora, fará com que essa cidade seja mais humana, tenha condições de gerar empregos e resolver seus problemas de infra-estrutura, de transporte, de saúde, de trânsito, de recursos hídricos, de saneamento básico”.

 

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Atualizado em 07/03/08 16:38:33

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