Bira: “Entrega da Cesp será a volta dos apagões tucanos”
“O que está em jogo agora é exatamente a tentativa
de entregar uma das maiores companhias elétricas do país, que é a Cesp. Se
acontecer a privatização o resultado será apagão, negociata e recessão. Em 88 a
Eletropaulo foi adquirida pela AES Coorporation, que em 99 passou também a
controlar a Tiête, e uma parte da Cesp que já foi privatizada”, afirmou Ubiraci
Dantas, da CGTB, no ato contra a privatização da Cesp.
A manifestação, marcada para a frente do Palácio dos
Bandeirantes, acabou acontecendo no estacionamento do Estádio do Morumbi, em
função do forte esquema de repressão montado pelo governo do Estado, que cercou
o Palácio com corda, soldados e cavalos.
Estavam presentes no ato representantes da CGTB,
CUT, CTB, Nova Central, Intersindical, UGT, Apeoesp, Sindsaúde, Sindsep, das
entidades estudantis UNE, Ubes, Upes e Umes e da Federação de Mulheres
Paulistas, entre outras organizações. Édson Cordeiro (Índio), da Intersindical
disse que “essa não é uma ação que começa e termina aqui. Vamos desenvolver uma
ampla campanha a fim de desmascarar esse governador entreguista”. “Temos que
cerrar fileiras para não deixar passar a privatização da Cesp”, conclamou o
secretário-geral do Sindsep, João Gomes. Para Isac Neco, da Nova Central, “temos
que estar todos juntos no dia 26, num grande ato contra mais uma privatização
desse governo neoliberal”.
“Há dez anos essa mesma quadrilha que está escondida
no Palácio dos Bandeirantes estava no Palácio do Planalto, e eles promoveram um
crime enorme contra a nossa pátria. Foram mais de 100 empresas privatizadas”,
denunciou Carlos Pereira, da CGTB. E completou: “as eleições passadas para
presidente foram decididas em cima da questão da privatização. Eles mentiram
novamente para o povo brasileiro, dizendo que não iam mais privatizar”, afirmou.
“Se o Sr. Serra fizer isso, ele perde a legitimidade como governador, ele não
vai mais ter autoridade para governar no nosso estado”, disse.