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Relator aprova redução da jornada de trabalho
A proposta de redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais recebeu parecer favorável do relator da
matéria, deputado Vicentinho (PT/SP). Ele apresentou na semana passada à
Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados um substitutivo em favor do
projeto. O relatório ainda não tem data marcada para ser votado na
Comissão.
A
proposta de redução da jornada de trabalho é uma reivindicação antiga do
movimento sindical. No início do mês foi entregue ao presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), um abaixo-assinado com 1,5 milhão de
assinaturas pedindo a redução da jornada máxima permitida de trabalho
sem redução dos salários.
Os dirigentes das principais centrais
sindicais do país são unânimes na avaliação de que o Brasil atravessa um
momento que propicia a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para
40 horas semanais.
Para justificar sua posição favorável á
proposta, o deputado petista destacou que “a utilização excessiva do
trabalho extraordinário, além de causar evidentes prejuízos à sociedade,
ante o aumento do desemprego, causa também graves danos à saúde do
trabalhador”.
Ele cita trechos da publicação “Proteção
Jurídica à saúde do trabalhador” em que é relatado que “um processo
prolongado de fadiga induz à instalação da fadiga crônica, que não cede
nem mesmo com o repouso diário. Esse quadro de fadiga patológica
compromete o sistema imunológico, deixando o trabalhador muito mais
vulnerável às doenças, além de produzir insatisfação com o serviço,
absenteísmo, baixa produtividade e maior número de acidentes do
trabalho”.
Restrição à hora extra
Em seu parecer, Vicentinho também lembra que
estudos aprofundados dos fisiologistas, ergonomistas, psicólogos,
médicos do trabalho e outros têm servido para respaldar os fundamentos
científicos da tendência mundial de redução da jornada de trabalho,
acrescentando que “não adianta limitar a duração da jornada, sem
controlar, com rigor, o trabalho extraordinário”.
Ele enfatiza a necessidade de “restringir ao
máximo a possibilidade de utilização do trabalho extraordinário. A
simples oneração do valor da hora extra não tem sido suficiente para
desestimular a sua prática”, destacou.
Para Vicentinho, são adequadas as mudanças
propostas no projeto que aumenta o adicional de hora extra em relação ao
trabalho perigoso e insalubre. Ele sugere um avanço na proposta
original, garantindo adicional de 150% para ambas situações, e não 100%
e 150% para o trabalho perigoso e insalubre, respectivamente. Ele alega
os sérios danos potenciais que o trabalho extraordinário em condições
perigosas ou insalubres pode trazer aos trabalhadores.
(Fonte: Vermelho)
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