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“Fora Meirelles! Menos juros, mais desenvolvimento”, entoaram
manifestantes em Brasília
Uma manifestação promovida pela Coordenação
dos Movimentos Sociais (CMS) reuniu cerca de 2 mil lideranças de
diversas entidades populares em Brasília, na última quinta-feira (19),
em frente à sede do Banco Central, para protestar contra o aumento dos
juros promovido pelo BC.
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Além de pedir a demissão do presidente do
Banco Central, Henrique Meirelles, os manifestantes defenderam os
investimentos públicos em obras de infra-estrutura, a redução do
superávit primário e a redução do montante despendido pelo governo com o
pagamento de juros da dívida.
“Os monopólios, a especulação com o petróleo
e com as commodities têm causado o aumento internacional do preço dos
alimentos. Mesmo sendo um problema externo, O BC usa uma suposta ameaça
de inflação em nosso país para aumentar os juros. O que o Brasil precisa
fazer é proteger o nosso mercado interno dessa gente e não aumentar os
juros, que boicota o crescimento e o desenvolvimento do país. Por isso
nós estamos pedindo o Fora Meirelles, para o Brasil se livrar dessa
gente que explora do nosso povo”, afirmou o secretário-geral da CGTB,
Carlos Alberto Pereira, que participou do ato.
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O presidente nacional da CUT, Artur
Henrique, afirmou durante o ato que a elevação da taxa básica de juros é
um erro e atenta contra as possibilidades de crescimento econômico
sustentado e contra a ampliação de direitos dos trabalhadores. Lembrando
também que no momento em que a manifestação acontecia, o presidente Lula
e seus ministros estavam reunidos para discutir medidas contra a
inflação, Artur defendeu a diminuição das taxas básicas de juros e do
superávit primário, ao contrário do que afirmam setores do governo e da
imprensa. "Os gastos públicos com saúde, educação e segurança precisam
aumentar, e não diminuir", disse.
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Segundo o vice-presidente da CGTB, Ubiraci
Dantas, a cada dia que passa fica mais evidente e mais claro que os
tecnocratas do Banco Central não querem ver o Brasil crescer. “Antes só
falavam em inflação, agora profetizam que o problema do Brasil é o
crescimento, que o país não pode crescer acima de 5% como quer o
presidente Lula. Esse pessoal precisa sair escoltado do BC para a
cadeia, pois além de cometerem o crime de destinar bilhões do nosso
dinheiro para pagar juros aos especuladores internacionais, eles querem
impedir o crescimento do país, atentando contra milhões de trabalhadores
que são beneficiados com o aumento do emprego e da renda”, disse Bira.
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Outras manifestações foram realizadas em
frente às regionais do Banco Central nos estados, informou o presidente
da CUT. Todas com o objetivo de protestar contra o aumento da taxa
básica de juros (Selic). “Não podemos concordar que o único remédio para
conter a inflação seja o aumento dos juros, porque isso cria menos
desenvolvimento, menos crescimento econômico e menos consumo por parte
da população”, disse Artur Henrique Santos, que não apresentou
alternativas.
Os estudantes que participaram da
manifestação tentaram levar um pouco de verde e amarelo para o BC e
pintaram as calçadas e vidros do prédio. Enquanto isso, gritavam
palavras de ordem como: “Abaixem os juros”, “Estudante quer estudar, mas
Meirelles não quer deixar”, “Não queremos juros; queremos educação” e
“Fora, Meirelles”.
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