|
Conferência da OIT expressa crescimento da unidade e avanço da luta dos
trabalhadores
Mais de 4.000 representantes de governos,
trabalhadores e empregadores, dos 182 estados membros, se reuniram em
Genebra de 28 de maio a 13 de junho na 97ª Conferência da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que neste ano tratou de questões como a
redução da pobreza rural, o respeito aos direitos dos trabalhadores, a
especulação que provoca um perigoso aumento no preço dos alimentos, o
trabalho infantil, os últimos avanços na promoção de qualificações
profissionais.
A
CGTB teve uma importante intervenção nos principais assuntos em debate,
marcada pela integração com o governo do presidente Lula e pela
solidariedade internacional. Rechaçando a política agressiva realizada
pelo governo dos Estados Unidos e seus aliados, ressaltou os avanços
conseguidos pelos trabalhadores dos países que desenvolvem uma política
independente e soberana e se somou aos seus irmãos que enfrentam
governos submissos, como a Colômbia, e o Iraque, entre outros. A
delegação foi composta pelo presidente Antônio Neto, pela diretora de
Relações Internacionais, Maria Pimentel, pelo presidente da CGTB São
Paulo, Paulo Sabóia, por Clodoaldo Campos, 2º secretário da entidade
paulista.
"Esta Conferência expressou o crescimento da
unidade e o avanço dos trabalhadores no mundo na luta por uma política
independente. Perdeu espaço a chantagem e a mentira contra governos
populares e nacionais, como a Venezuela, Bielorússia, e China. Também,
apesar de ainda não entrar para o grupo dos países questionados pela
Comissão de Normas, a Colômbia teve que prestar contas dos crimes que
acontecem contra os sindicalistas", disse Maria, acrescentando que
"ainda temos muito que conquistar, mas é um momento de afirmação dos
trabalhadores e do movimento sindical".
A Conferência elegeu novos representantes
dos trabalhadores para o próximo período do Conselho de Administração da
OIT . O Brasil foi o mais votado, sendo eleito o companheiro Arnaldo
Benedetti, da UGT, como membro titular. Os trabalhadores da China foram
também eleitos para compor o Conselho, depois de uma árdua campanha para
denegrir os avanços do grande país asiático articulada por Washington.
A Federação Sindical Mundial reuniu, no dia
6 de junho, os representantes das entidades membros do Conselho
Presidencial que participaram da Conferência, onde se discutiu o
trabalho no evento e se ofereceu um Informe do trabalho do Secretariado
durante o primeiro semestre de 2008.
No dia 4 de junho, foi realizado um
representativo e concorrido Ato de Solidariedade com a Palestina, no
recinto da Conferência da OIT. "Conclamamos a comunidade internacional,
sob o auspicio da ONU, para que trabalhe de forma profunda por uma nova
realidade nessa região, baseada na paz, na justiça e a liberdade, com
especial ênfase no direito de retorno dos refugiados, e que estabeleça
sem mais delongas, a criação de um estado palestino viável com capital
em Jerusalém Leste", disse Maria Pimentel em sua intervenção. O
presidente da Federação Sindical Mundial, George Mavrikos também fez uso
da palavra.
A reunião anual da OIT analisou os desafios
estratégicos para alcançar o trabalho decente, sendo cenário para uma
atividade plenária de alto nível no dia 11 de junho sobre o título
"Combater a crise de alimentos através de investimentos, produção e
trabalho decente".
O Diretor-Geral da OIT, Juan Somavia,
apresentou aos delegados uma visão geral dos temas e preocupações da OIT
em sua fala no dia 9 de junho.
Entre outros eventos de caráter especial, a
Plenária da Conferência celebrou em 12 de junho o Dia Mundial contra o
Trabalho Infantil sob o tema "Educação: a resposta certa contra o
trabalho infantil".
A Conferência discutiu a maneira de promover
o trabalho rural para a redução da pobreza, que é essencial para a
realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e do Programa de
Trabalho Decente da OIT. Cerca de 3,4 bilhões de pessoas, na realidade
um pouco menos da metade da população mundial, vivem em zonas rurais.
|