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o jornal do Congresso
3º Congresso do CNAB: “Unir a
Nação contra o racismo, pelas cotas e pelo desenvolvimento!”
No ano em que o Brasil
comemora os 120 anos da Lei Áurea, o Congresso Nacional Afro-Brasileiro
realiza o seu 3º Congresso, marcado para os dias 1 e 2 de agosto, em São
Paulo, no Centro de Convenções do Memorial da América Latina
“Nosso objetivo é debater a atual conjuntura
da realidade de nosso país, relacionada com os interesses específicos
dos afro–brasileiros, a partir, particularmente, do início deste
terceiro milênio, das atividades políticas, econômicas, culturais e
sociais incrementadas neste últimos 5 anos pelo atual presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciativas de natureza públicas
voltadas para a comunidade negra”, afirmou o professor Eduardo de
Oliveira, ao relatar o objetivo do Congresso
.
De acordo com a entidade, cerca de mil
delegados e delegadas de pelo menos 15 estados se farão presentes ao
evento que já tem a presença confirmada do ministro da Igualdade Racial,
Edson Santos.
A CGTB e seus sindicatos participarão com
uma ampla delegação. Segundo o vice-presidente da CGTB e diretor do CNAB,
Ubiraci Dantas, é muito importante que os sindicatos elejam seus
delegados e organizem as suas delegações para participar do Congresso,
que será um marco na história do movimento negro brasileiro.
“Todos ao 3º Congresso, vamos debater estes
e outros assuntos pela promoção da negritude. Vamos unir este país
contra o racismo e desenvolver o Brasil. Compareça às reuniões
preparatórias”, conclamou Bira.
Segundo o professor Eduardo de Oliveira, o
país deu um salto que qualidade nos últimos anos, mas ainda há muito que
avançar. “A criação da SEPPIR, a implementação da política de cotas nas
universidades, a titulação de terras quilombolas e a agenda social
quilombola que destinará R$ 2 bilhões até 2011 são fatos importantes, em
razão das medidas tomadas pelo nosso presidente e sua diligente equipe.
Por ouvirem e atenderem as históricas demandas do Movimento Negro, o
presidente e sua equipe estão modificando para melhor e de modo
acelerado o tratamento e o status dos afro-descendentes como um todo,
muito embora ainda há inúmeros desafios a serem vencidos. Com a
determinação e a lucidez de todos os que se identificam com os ideais de
dignidade humana, certamente poderemos ver no futuro instalada, entre
nós, uma autêntica democracia racial, merecedora deste nome”, afirmou.
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