|
Cerca de 200 pessoas prestigiam cerimônia de posse do CNDM
Autoridades do governo federal,
parlamentares, conselheiras e representantes da sociedade civil
compareceram à solenidade no Palácio do Planalto
A solenidade de posse do Conselho Nacional
dos Direitos da Mulher (CNDM) ocorreu no dia (05/06), em auditório do
Palácio do Planalto, com cerca de 200 pessoas presentes. A cerimônia foi
instalada com execução do Hino Nacional na voz de Teresa Lopes e
homenagem à ex-conselheira Maria Ednalva Bezerra de Lima, falecida no
ano passado, cuja imagem, ao lado da ativista feminista Schuma Schumaher,
foi projetada em tela.
O termo de posse do CNDM foi assinado pela
ministra Nilcéa Freire e pela conselheira Estela Aquino, da Associação
Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Compuseram a mesa de
autoridades: a ministra Nilcéa Freire e a secretária-adjunta Teresa
Sousa, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres; o ministro
Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República; a deputada
federal Sandra Rosado (PSB-RN), coordenadora da Bancada Feminina na
Câmara dos Deputados; as conselheiras pelo notório conhecimento das
questões de gênero Clara Charf e Albertina Costa; e a
secretária-executiva do CNDM, Susana Cabral.
Notório conhecimento
Porta-voz das conselheiras, Clara Charf
considerou como avanço o momento atual do CNDM, creditando à gestão da
SPM a consolidação da atuação do conselho. “Respeito o trabalho, desde
1985, das mulheres que queriam transformar a sociedade. Mas agora está
mais fácil, o país avança. Nada aconteceu nessa Secretaria sem o dedo
das mulheres. Estamos orgulhosas de poder continuar esse trabalho”,
disse Clara Charf.
Ensinamento freiriano
Lembrando uma passagem de sua convivência
com o educador Paulo Freire, o ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral
da Presidência da República, destacou que as classes populares precisam
se apropriar de conhecimentos há séculos negados e os conselhos permitem
o acesso a informações do Estado e participação social nas decisões e
formulação de políticas públicas. “O que muda a qualidade da política é
a participação social. O que fazemos nos conselhos é uma reforma
profunda na estrutura do Estado, tornando-o realmente democrático”,
afirmou Dulci.
Avanços e conquistas
A ministra Nilcéa Freire ressaltou o
envolvimento do CNDM no processo da I Conferência Nacional de Políticas
para as Mulheres (CNPM), na implementação do I Plano Nacional de
Políticas para as Mulheres (I PNPM) e na revisão dele que resultou no II
PNPM. “As conselheiras trabalham também fora das reuniões, nas suas
bases. A disputa é feita palmo a palmo e por cada uma das conselheiras”.
Nilcéa considerou que o conselho precisava
não somente de uma reforma, mas de uma reestruturação. “Hoje temos a
representação de diversos setores da sociedade, não somente dos
movimentos feminista e de mulheres. Isso possibilita a ampliação do
diálogo. O Conselho terá mais autonomia a partir do novo regimento
interno e reserva orçamentária específica para o trabalho das
comissões”, anunciou a ministra.
No discurso, Nilcéa Freire também
cumprimentou a conselheira Albertina Costa pelo empenho na revisão do
CNDM e sinalizou como desafio para a nova gestão a formação de rede de
conselhos estaduais e municipais de direitos da mulher.
Assessoria da SPM
|