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Lupi destaca compromisso do país contra trabalho escravo e infantil
Em discurso na Conferência Internacional da
OIT, ministro relata avanços do país na fiscalização do trabalho e chama
a atenção para a importância da eliminação dos subsídios à produção
agrícola nos países desenvolvidos
Brasília,
09/06/2008 - A erradicação do trabalho infantil, a luta contra o
trabalho escravo, a expansão do emprego e a qualificação profissional
foram temas mencionados nesta segunda-feira (9) pelo ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante discurso na Sessão Plenária da
97° Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que acontece em
Genebra, Suíça.
Para uma platéia composta por dirigentes da
Organização Internacional do Trabalho e representantes dos trabalhadores
e empregadores, Lupi reafirmou que a eliminação da exploração laboral
infantil é prioridade no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estando
o tema nas diretrizes anuais do planejamento da inspeção. "A posição do
governo brasileiro em relação a este tema é de que a solução está na
educação e, portanto, o lugar de criança é na escola. Criança deve
brincar e estudar", reiterou Carlos Lupi.
Sobre o trabalho escravo, Lupi destacou as
ações do Grupo Móvel, criado em 1995, e que já foi responsável pelo
resgate de mais de 28 mil trabalhadores em situação análoga à
escravidão. "A esses trabalhadores é disponibilizado o apoio necessário
para viabilizar o seu retorno ao lar, acesso ao seguro-desemprego e
qualificação profissional", explicou o ministro, já que estes
trabalhadores, ao serem resgatados, têm seus direitos trabalhistas
colocados em dia.
O ministro também relatou na Plenária que
uma das maiores preocupações do governo brasileiro diz respeito às
condições de trabalho no setor sucroalcooleiro bem como a produção de
alimentos: munido de dados, lembrou que a área agricultável do Brasil é
de 383 milhões de hectares, enquanto que a área plantada de
cana-de-açúcar, por exemplo, é de 7 milhões de hectares (2%), possuindo
ainda o país cerca de 91 milhões de hectares para expansão da
agricultura.
"Neste aspecto, chamamos a atenção para a
importância da eliminação dos subsídios à produção agrícola nos países
desenvolvidos, estes sim os maiores responsáveis pela atual "crise
alimentar", argumentou.
Emprego - As marcas históricas de postos de
trabalho que o país tem registrado também foi destaque no discurso
proferido por Lupi: entre o período de 2003 a 2007, foram gerados mais
de 8 milhões de empregos, somados os postos de trabalho no setor privado
e no setor público. "A expansão do emprego é igualmente acompanhada por
uma política de recuperação da renda dos trabalhadores, sobretudo do
salário mínimo, condição fundamental para o desenvolvimento econômico
com eqüidade", ressaltou, mencionando ainda o aumento do salário mínimo
no Brasil, que em 2003 estava em torno de US$ 82 e hoje, encontra-se na
faixa US$ 253.
Na área da qualificação profissional, o
ministro fez questão de falar sobre o Programa Nacional de Inclusão de
Jovens (ProJovem) Urbano, lançado recentemente e com a meta de
beneficiar 3,5 milhões de jovens, de 18 a 29 anos, até 2010; e, entre
outros programas, o Consórcio Social da Juventude Indígena (na região do
Xingu), com o proposta de capacitar 1.000 jovens no Mato Grosso e no
Pará até o final do ano.
Convenções 151 e 158 - Lupi também lembrou
que foi encaminhado ao Congresso Nacional, no começo do ano, texto
favorável à ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT. A Convenção 151
regulamenta e assegura o direito de negociação coletiva dos servidores
públicos, e a 158 proíbe as demissões imotivadas dos trabalhadores.
Sobre as centrais sindicais, citou o
reconhecimento legas das mesmas, que passaram a receber reconhecimento
de seu papel como representantes legítimos dos interesses gerais da
classe trabalhadora brasileira. "Essas ações representam um sinal do
compromisso do governo brasileiro com o fortalecimento do diálogo social
e a democratização das relações de trabalho em nosso país. O Brasil
continuará fazendo a sua parte para promover a justiça social no mundo,
cooperando com as nações e sempre respeitando a autodeterminação dos
povos."
Conferência - A 97º Reunião da OIT espera
reunir mais de 3.000 representantes de governos, trabalhadores e
empregadores em Genebra (Suíça) entre os dias 28 de maio a 13 de junho.
Este ano, estão em pauta temas como a redução da pobreza rural e os
avanços na promoção de qualificações profissionais e direitos
trabalhistas. A reunião anual da OIT também se propõe a analisar os
desafios estratégicos para o trabalho decente.
Assessoria de Imprensa do MTE
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