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Leia a íntegra do
ICV-Dieese
Dieese rejeita tese de reajuste
generalizado de preços
FRANCISCO CARLOS DE ASSIS - Agencia Estado
SÃO PAULO - O Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) rejeita a tese de que a
alta da inflação se deve a um processo de aumentos generalizados dos
preços. Esta tese vem sendo defendida e difundida por uma parte
considerável de analistas do mercado financeiro. A rejeição toma como
base a evolução dos preços dos alimentos bem como a magnitude que eles
deram para a alta do Índice do Custo de Vida (ICV) de maio. A inflação
apurada por este indicador subiu 0,87% e só os alimentos contribuíram
com 0,66 ponto porcentual.
"A partir das comparações envolvendo os
alimentos, pode-se afirmar que a alta taxa de maio foi determinada pelo
reajuste observado no grupo Alimentação. Este fato não aponta,
necessariamente, para um processo inflacionário generalizado, uma vez
que a maioria dos outros grupos teve taxas, em maio de 2008, inferiores
às de igual período de 2007", analisa a coordenadora do ICV, Cornélia
Nogueira Porto.
O grupo Despesas Pessoais teve seus preços
aumentados em 0,81% no mês passado ante uma taxa de reajuste de 0,08% em
maio do ano passado. O grupo Vestuário, que em outros indicadores de
preços ao consumidor apresentou alta significativa no mês passado, acima
de 1%, no IVC do Dieese subiu 0,26%. Os Equipamentos Domésticos até
tiveram seus preços reduzidos em maio em 0,45%. Os gastos com Saúde
subiram, em média, 0,50% em maio. Mas na comparação com o mesmo mês em
2007, quando os reajustes chegaram a uma média de 0,60%, houve uma
desaceleração de 0,10 ponto porcentual.
Também reforça a versão contrária do Dieese
a desaceleração do ritmo de alta do grupo Educação e Leitura, que ao
variar 0,05% em maio mostrou uma desaceleração de 0,14 ponto porcentual
ante a alta de 0,19% em maio do ano passado. Outro grupo que teve
deflação o no mês passado foi o de Recreação, com queda de 0,67% sendo
que no mesmo mês de 2007 havia ficado deflacionário em 0,08%. O grupo
Habitação passou por um ajuste médio de 0,39%, mas comparativamente com
a elevação de 1,89% em maio do ano passado, registrou uma desaceleração
de 1,50 ponto porcentual.
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