O governo do presidente Lula tem
representado um grande avanço para o país. Saímos de um cenário
nebuloso com privatizações, desemprego, fome e falta de esperança
para uma política de recuperação e fortalecimento do Estado, de
crescimento acelerado, para a recuperação do salário mínimo, para o
direito do brasileiro fazer três refeições por dia e à melhoria das
condições de vida do povo.
Tudo isso foi conquistado com a união
dos setores progressistas do país, que apoiaram o presidente Lula a
implementar as mudanças necessárias. O crescimento econômico,
particularmente mais acentuado no ano passado, foi baseado em dois
pilares: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a redução
dos juros.
Retirar um destes pilares significa
demolir a obra toda. Portanto, aumentar os juros é um claro boicote
aos esforços do governo e da sociedade de promover o desenvolvimento
do país, a geração de empregos e a distribuição de renda. Não existe
outra explicação plausível para o aumento dos juros senão a ação de
oposicionistas infiltrados na administração para sabotar o governo
e, inclusive, tirar proveito disso nas próximas eleições.
A alegação do aumento da inflação já
caiu por terra. A pressão inflacionária gerada sobre os alimentos
não foi causada pelo crescimento ou aumento da demanda interna, mas
sim pela especulação mundial com as commodities.
A própria divulgação pelo IBGE do
IPCA-15, que mede a inflação entre os dias 15 do mês anterior e 15
do mês corrente, mostra que esta questão está controlada, pois a
inflação medida por este índice ficou abaixo daquela registrada pelo
mesmo índice no mês anterior – 0,56% em maio contra 0,59% em abril.
O mal fadado “mercado” estava prevendo uma alta de até 0,67%.
Por isso, a CGTB, NCST, UGT e CTB
refutam qualquer medida no sentido de aumentar a taxa de juros na
próxima reunião do Copom.
A cada dia que passa está mais claro que
a política do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, visa
combater o crescimento do país, o sucesso do governo e não a
inflação.
José Calixto, presidente da NCST
Ricardo Patah, presidente da UGT
Wagner Gomes, presidente da CTB
Antonio Neto, presidente da CGTB