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9º Congresso da CUT: grande ato pelo desenvolvimento e
contra o atraso tucano
A abertura do 9º Congresso da CUT, na segunda-feira
(05), no centro de Convenções do Anhembi, transformou-se num grande ato político
em apoio aos avanços alcançados pelo governo Lula e contra o retrocesso das
privatizações e do desmonte do Estado, representado pelos tucanos. A cerimônia
contou com a presença de senadores, deputados, representantes de outras
centrais sindicais, líderes de movimentos sociais (como MST e UNE), delegações
estrangeiras e dirigentes de partidos políticos.
Em seu discurso, o presidente da CUT, João Felício,
afirmou que “nós temos lado. E nosso lado é o lado de quem produz o trabalho
neste país”. Ele também defendeu a reeleição de Lula. “Não porque fez
um governo melhor”, ponderou. “Mas porque, para nós, só com Lula podemos
continuar sonhando com a possibilidade de um Brasil novo”.
O presidente da CUT/SP, Edílson de Paula, afirmou que o
presidente Lula tem desenvolvido um governo com uma preocupação voltada para
as classes mais pobres. “A valorização do poder de compra do salário mínimo,
o investimento em programas sociais que ajudaram a reduzir a pobreza e a
abertura de um canal de negociação com os movimentos sociais e sindical são
algumas das características que mostram que o presidente Lula tem compromisso
com os trabalhadores”, conta.
Representando a CGTB no evento, o vice-presidente da
entidade, Ubiraci Dantas, ressaltou que “o país vivenciou doze meses de
chicana, calúnia e pilantragem da mídia servil e dos tucanos contra o
presidente Lula, porque eles estão inconformados por um trabalhador ter chegado
à Presidência da República”. Bira afirmou que o presidente Lula barrou o
desmonte do Estado implementado pelos tucanos, acabou com as privatizações,
fortaleceu o Mercosul e barrou a Alca, garantiu o maior salário mínimo dos últimos
20 anos, conduziu o Brasil para a auto-suficiência em Petróleo e implementou
uma série de programas sociais.
“E, agora, unidos, vamos derrotar a tentativa da direita
em querer retroceder o país para o tempo da roubalheira das privatizações e
vamos aprofundar as mudanças que o país precisa, como a redução da taxa de
juros e do superávit primário para o Brasil crescer ainda mais e gerar
empregos”, disse Bira.
Presente ao evento, o senador e candidato do PT ao governo
de São Paulo, Aloísio Mercadante, disse que a violência da oposição contra
a esquerda está diretamente relacionada ao sucesso do atual governo, que
dificulta a volta das “forças reacionárias” ao poder. “A direita está
com crise de abstinência. E vai continuar assim”, conclui.
O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, afirmou que
“temos a obrigação de enfrentar 2006 de cabeça erguida e com a consciência
tranqüila de quem ajudou a construir o melhor governo dos últimos 50 anos”,
disse, ressaltando que este é um dos motivos pelos quais o “massacre da mídia”
não consegue reduzir os índices de popularidade do presidente nem fazê-lo
cair nas pesquisas eleitorais. “Está provado que não adianta a mídia querer
mandar no povo, porque, na nossa democracia, quem manda é o povo. E o povo quer
Lula de novo”, finalizou.
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