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Denise
Gentil faz exposição no Fórum e desmonta falso déficit da Previdência
Por solicitação da bancada dos trabalhadores que
integra o Fórum Nacional da Previdência, a professora Denise Gentil, do
Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
fez uma exposição no último dia 3 de julho, demonstrando que não existe
déficit no sistema previdenciário brasileiro e que os números
apresentados pela imprensa são manipulados.
Ver exposição em
slides;
Segundo Denise, os cálculos que apontam para um
suposto déficit previdenciário “desconsideram um dos maiores avanços
inscritos na Constituição de 1988 em termos de direito social: a criação
de um sistema integrado de seguridade social, financiado com recursos
próprios, desconsideram a exigência da diversidade das fontes de receita
do sistema de seguridade e da própria previdência e que a seguridade
social também será financiada com recursos do orçamento da União (regime
de repartição envolve Estado, trabalhadores e capitalistas)”.
Para propalar uma suposta falta de recursos, os
privatistas assassinam a Constituição brasileira que criou o sistema de
Seguridade Social englobando previdência, saúde e assistência social.
Levam em consideração apenas os recursos arrecadados na folha de
pagamento, mas o art. 195 da CF diz que “a seguridade social será
financiada pelos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios e pelas seguintes contribuições sociais: Contribuição
sobre a Folha de Salários, Cofins, Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido, Receita de Concursos de Prognóstico, CPMF, PIS/PASEP”.
De acordo com o estudo apresentado pela professora,
de 1995 a 2006, a desvinculação das receitas da Seguridade Social,
através de mecanismos como a DRU (Desvinculação de Recursos da União),
tiraram R$ 339,142 bilhões do Orçamento da Seguridade para outras
funções, principalmente o pagamento de juros. A DRU permite a
desvinculação de 20% do orçamento, mas no caso da Seguridade este
montante é imensamente superior e soma R$ 145,4 bilhões a mais.
A professora criticou ainda as projeções de longo
prazo feitas por tecnocratas, as famosas “futurologias”, com a intenção
de propor corte de diretos para que a Previdência “não quebre”.
Denise afirmou que tais projeções não consideram uma série de questões,
como “as fontes de financiamento da Previdência” e que outros problemas
são exacerbados.
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