Cesp responde pela geração 10% de toda
energia do país
Mesmo sendo dividida em cinco empresas, em 1998,
para facilitar a privatização, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp)
continua sendo uma das mais importantes do país, com capacidade instalada de
7.456 MW, distribuída em seis hidrelétricas: Ilha Solteira, Três Irmãos, Jupiá,
Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna. Isso lhe confere o posto de maior
companhia energética do Estado de São Paulo (60% da energia produzida) e a
terceira maior do país (10% da energia gerada).
A Cesp é resultante de um sistema elétrico que
começou a ser estruturado na década de 50, período em que a industrialização se
expandia no país, quando foram criadas várias empresas estatais de energia em
São Paulo. Em 1966, se unificaram na Centrais Elétricas de São Paulo, sendo que
em 1977 a razão social foi alterada para Companhia Energética de São Paulo. Ao
longo dos anos, transformou-se em símbolo de qualidade e eficiência em geração,
transmissão e distribuição de energia, estando entre as melhores empresas do
Brasil.
A Cesp atual é sobrevivente do desmonte do setor
energético iniciado com o Programa Estadual de Desestatização, instaurado pelos
tucanos em 1996. As outras quatro empresas que faziam parte da Cesp já foram
tomadas por empresas estrangeiras: Elektro, Cesp Tietê, Cesp Paranapanema e
CTEEP.