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Seguridade Social perde recursos com a
reforma tributária, alerta professor
Em estudo apresentado no Conselho Nacional de
Saúde (CNS), o professor Elias Antônio Jorge afirmou que a proposta de reforma
tributária apresentada pela equipe econômica do governo não destina para o
sistema de Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência ao Trabalhador) o
mesmo percentual que é repassado atualmente. Segundo o professor, mesmo baseando
os cálculos no ano de 2006, os técnicos excluíram dos cálculos a arrecadação da
CPMF - que compunha o Orçamento da Seguridade – “sem indicar alternativas de
reposição dos recursos antes aportados por essa fonte”.
Na proposta de reforma encaminhada para o
Congresso, o governo propõe a extinção de uma série de impostos (Cofins, PIS,
CIDE, e o salário Educação), unificando-os num único chamado de IVA-F (Imposto
Sobre o Valor Agregado Federal). A CSLL também seria extinta e incorporada no
imposto de renda das pessoas jurídicas.
De acordo com a justificativa da equipe econômica,
repassando 38,8% do que será arrecadado com o IVA-F para a Seguridade esta
ficaria com um Orçamento inalterado. Na avaliação de Elias Antônio, para manter
o repasse atual à Seguridade, 44,6% do IVA-F e não 38,8% deveriam ser destinados
para o sistema.
“Os recursos definidos a partir desse novo arranjo
não cobririam os gastos realizados pela Seguridade Social em 2007. Ou seja, a
nova matriz não garante recursos no montante requerido para a manutenção das
atuais atividades e programas da Seguridade Social, representando um desfalque
de cerca de R$ 9 bilhões. Considerando ainda incidência da DRU sobre tal
vinculação, o desfinaciamento é ainda mais grave, alcançando aproximadamente R$
38 bilhões”, ressaltou Elias.
Ele chama a atenção ainda para o fato da Seguridade
Social ser uma das mais importantes conquistas da Constituição de 1988, que
possibilitou instituir o direito universal à saúde e estender os direitos
assistenciais e previdenciários para todos os brasileiros.
O professor conclui que “a proposta de reforma
tributária representa uma ameaça ao custeio adequado da Seguridade Social e da
Saúde, particularmente. A nova redação proposta para o artigo 195 da
Constituição implicará um arranjo de financiamento que não garante um volume de
recursos necessário à preservação do gasto atualmente realizado pela Saúde,
Previdência e Assistência Social”.
Fonte: Hora do Povo
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