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Sindicatos dos aposentados das centrais se
mobilizam para apoiar fim do fator previdenciário
Em reunião na
sede da CGTB nesta terça-feira, representantes dos aposentados da CUT, Força e CGTB delinearam as ações unitárias para apoiar os projetos aprovados no Senado,
um que acaba com o fator previdenciário e outro que estende o aumento do salário
mínimo para todas as pensões pagas pela Previdência
Atos em Brasília, documentos unificados e
corpo-a-corpo com os deputados farão parte do conjunto de mobilizações que os
sindicatos nacionais de aposentados ligados às centrais sindicais estão
programando para apoiar os dois projetos aprovados pelo Senado, um que prevê a
extinção do fator previdenciário e outro que garante a isonomia no aumento
salarial dos benefícios pagos pela Previdência Social.
Os dois projetos (o Projeto de Lei do Senado (PLS)
296/03 e o PLS 58/03, ambos de autoria do senador Paulo Paim) foram aprovados em
regime de urgência no dia 9 de abril e seguem agora para a apreciação da Câmara
dos Deputados.
Antiga reivindicação dos aposentados, o fim do fator
previdenciário é considerado chave para impedir que os trabalhadores sejam
obrigados a trabalhar mais do que o tempo de contribuição caso não queiram
perder parte dos salários ao se aposentar. O fator previdenciário é calculado
considerando, na data de início do benefício, a idade e o tempo de contribuição
do segurado, a expectativa média de sobrevida para ambos os sexos e uma alíquota
de 31%, que equivale à soma da alíquota básica de contribuição da empresa (20%)
e da maior alíquota de contribuição do empregado (11%).
O PLS 58/03 estende a todos os aposentados o mesmo
aumento dado anualmente para o salário mínimo. Este mecanismo impedirá que os
aposentados que contribuíram e se aposentaram com vencimentos acima do mínimo
tenham perdas anuais como vem ocorrendo porque o aumento de seus vencimentos
sempre é menor do que o piso.
Segundo o senador Paulo Paim, o fator previdenciário
lesa os trabalhadores numa série de aspectos. “No aspecto social, é perverso,
pois, ao privilegiar a aposentadoria por tempo de contribuição tardia e punir,
drasticamente, a considerada precoce, penaliza, sobremaneira, aqueles que
começaram a trabalhar cedo, na maioria trabalhadores de menores rendimentos. De
fato, esses trabalhadores certamente não adiarão o início de sua aposentadoria
em função de valores maiores, no futuro, proporcionados pelo fator
previdenciário”, observou.
Para o presidente do Sindapb, Oswaldo Lourenço, o
movimento sindical vem batalhando há anos para acabar com este contrabando
imposto pelo governo Fernando Henrique que vem forçando os trabalhadores a se
aposentarem mais tarde mesmo já tendo contribuído mais de 35 anos com a
Previdência. “O fator obriga o trabalhador esperar até os 63 anos de idade para
se aposentar caso ele não queira perder até 40% do valor da pensão. Os mais
penalizados são os trabalhadores mais humildes que começam a trabalhar ainda
jovens e em serviços pesados. Isso os abriga a contribuir, em alguns casos, mais
de 40 anos para não perderem o que têm direito”, afirmou Lourenço.
Além de Oswaldo Lourenço, presidente do Sindapb,
participaram também da reunião os representantes do Sindinapi - Força Sindical
-, Arnaldo Golçalves, e Antônio Souza, do Sintap – CUT.
Inicialmente, os aposentados irão encaminhar
correspondências eletrônicas para os deputados e líderes expondo a posição dos
sindicatos. Um documento conjunto também começou a ser elaborado e uma reunião
com os presidentes das centrais sindicais foi marcada para a próxima
sexta-feira, às 10 horas, na sede da CGTB.
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