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Parabéns,
Presidente!
ANTONIO
NETO
O presidente
Luiz Inácio da Silva agiu corretamente ao determinar o cancelamento do visto e
a expulsão do país do jornalista do NYT que escreveu matéria tentando
desqualificá-lo. A determinação do presidente fez com que, rapidamente, o
jornalista se retratasse e o governo reconsiderasse.
A rigor, a
responsabilidade pelo artigo, embora assinado, é também do jornal, que
assegurou a sua divulgação. Há uma co-responsabilidade, ou melhor,
irresponsabilidade daquele ícone da imprensa imperial. A atitude é recorrente
entre os correspondentes da grande imprensa norte-americana no Brasil.
Invariavelmente, eles tratam nosso País, nosso governo e nosso povo com
preconceito, desprezo e arrogância.
Mas eles
apenas expressam aquilo que é inerente aos seus patrões e aos patrões dos
seus patrões - os grandes oligopólios norte-americanos. A escola pela qual
passaram ensinou-lhes que em países como o Brasil todos são atrasados e
subdesenvolvidos, do mais simples cidadão ao presidente da República, à exceção,
é claro, daqueles que seguem caninamente suas ordens e aceitam passivamente
suas chantagens para promover a política predatória que promovem nos países
do chamado terceiro mundo.
FHC, por
exemplo, foi uma dessas exceções. Esse mesmo repórter do NYT cansou de
escrever matérias elogiosas ao tucano. Certamente, identificava-se com ele
naquilo que tinha de pior: a submissão aos poderosos interesses internacionais
que o NYT, sistematicamente, defende e apregoa.
Lula é
diferente, não apenas pela origem social e trajetória política. Ele gosta de
seu país, diferentemente de FHC, que tem nos centros imperiais a sua referência
política e identificação emocional.
O presidente
Lula está fazendo um grande esforço para romper e superar as armadilhas
deixadas pelo modelo neoliberal, que, não fosse a sua espetacular vitória,
teria imergido o Brasil ao mais pantanoso dos pântanos, como a Argentina.
É
precisamente neste ponto que reside o medo dos que agora, mais uma vez,
utilizam-se do pretexto da elevação dos juros norte-americanos para pressionar
o Banco Central e o Copom a elevar as nossas taxas e continuar comprometendo o
crescimento nacional e a geração de empregos para os nossos trabalhadores.
Eles temem
que o governo redirecione os rumos da economia e coloque um ponto final na
imoralidade da ciranda financeira que enriquece meia dúzia de monopólios
internacionais, razão pela qual tudo é válido na tentativa de enfraquecer e
desmoralizar o presidente.
POSTURA
FIRME E SERENA
Não menos
grave é o fato de alguns setores políticos servirem-se de instrumentos dessa
manobra nefasta ao abastecerem o inimigo que antes combatiam. E não estranha o
comportamento de setores da mídia local, cuja histeria diante da postura firme
e serena do Presidente, apenas realça sua conduta rastejante e colonizada.
O Presidente
Lula agiu como qualquer chefe de família de bem agiria se alguém, convidado
para ir à sua casa, resolvesse caluniá-lo. Aliás, alguns, certamente, fariam
mais do que um simples convite para que o intruso saísse e utilizariam
expediente mais duro e apropriado, mas não menos legítimo, ao tamanho da calúnia.
A agressão,
nesse caso, não foi apenas à pessoa do Presidente, mas à instituição que
ele representa e à própria nação. Uma agressão ao povo brasileiro, que
sentiu-se, da mesma forma, agredido, e, por isso mesmo, solidário com a atitude
altiva do Presidente que soube defendê-lo.
Parabéns,
Presidente! O povo está orgulhoso, pois sabe que tem um Presidente e não um
marionete do império.

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